Recessão na zona do euro pode não ser tão profunda quanto o esperado, mostra PMI
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LONDRES (Reuters) - A atividade empresarial da zona do euro contraiu menos do que inicialmente se pensava no final do ano passado uma vez que as pressões sobre os preços diminuíram, de acordo com uma pesquisa que sugeriu que a recessão do bloco pode não ser tão profunda quanto se esperava.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto final da S&P Global para a zona do euro, visto como um bom indicador de saúde econômica, subiu para 49,3 em dezembro de 47,8 em novembro, acima da preliminar de 48,8.
Embora o índice tenha ficado abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração desde julho, dezembro marcou um pico de cinco meses. Os dados finais foram compilados mais cedo do que de costume no mês passado, devido à época de férias.
"A economia da zona do euro continuou a deteriorar-se em dezembro, mas a força da retração moderou pelo segundo mês sucessivo, apontando para uma contração na economia que pode ser mais branda do que inicialmente previsto", disse Joe Hayes, economista sênior da S&P Global Market Intelligence.
"No entanto, há poucas evidências nos resultados da pesquisa que sugiram que a economia da zona do euro possa voltar a um crescimento significativo e estável a qualquer momento."
Pesquisa da Reuters em dezembro indicou que a economia da região contraiu 0,3% no último trimestre e que recuará 0,4% neste trimestre.
A demanda geral diminuiu pelo sexto mês consecutivo, embora a um ritmo mais fraco do que se pensava inicialmente. O índice de novos negócios saltou de 45,8 para 47,0, contra preliminar de 46,5.
O PMI do setor de serviços do bloco subiu para 49,8, em comparação com 48,5 de novembro. A estimativa preliminar era de 49,1.
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