Milho cede em Chicago nesta 3ª feira e busca novas notícias para se direcionar
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Nesta terça-feira (17), o mercado do milho retomou seus negócios na Bolsa de Chicago acompanhando soja e trigo, operando do lado negativo da tabela. Perto de 10h50 (horário de Brasília), os futuros do cereal perdiam de 3,75 a 4,75 pontos, levando o março a US$ 6,70 e o julho a US$ 6,60 por bushel. No trigo, as perdas passam de 10 pontos e ajudam a contaminar o vizinho.
O mercado sente a pressão das previsões indicando algumas chuvas para a Argentina na próxima semana. De acordo com o modelo GFS (americano), as precipitações deverão ser mais abrangentes no país no dia 21 e entre 25 e 27 de janeiro, o que traz certa pressão sobre as cotações. No entanto, para o Rio Grande do Sul, os dois modelos - americano e europeu - sinalizam a manutenção do tempo muito quente e seco, com chuvas somente no extremo sul do estado gaúcho.
"O mercado está se ajustando às previsões de chuvas melhores para a Argentina e um macrocenário mais ameno depois de um final de semana mais longo por conta do feriado desta segunda-feira", disse uma nota da consultoria Peak Trading Research reportada pela Reuters Internacional.
MERCADO FUTURO BRASILEIRO
Na B3, os futuros do milho também operam no vermelho. As posições mais negociadas recuavam entre 0,4% e 0,7%, com o março valendo R$ 91,94 e o julho, R$ 88,94 por saca.
Em parte, as baixas observadas no mercado futuro braisleiro tem influência das perdas em Chicago, mas também sentem a pressão do dólar recuando frente o real, bem como da proximidade do plantio da segunda safra deste ano no país e da oferta ainda disponível para ser comercializada, mas com negócios ainda tímidos.
"O mercado interno segue com poucos negócios, e vinha esperando o mercado de Chicago voltar para tentar novos negócios na exportação. As indústrias de ração, aos poucos, voltam a olhar posições para se abastecer e ter matéria-prima para trabalhar em fevereiro", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting."A expectativa é de que os compradoresvenham buscar o grão de balcão a fixar para não ter que carregar custos de estoques e sim trabalhar com milho de produtor. Muitos vão colher e apontam que vão deixar a fixar, o que atende aos interesses das indústrias para este começo de ano".
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