Soja segue recuando em Chicago nesta 5ª feira e aprofunda baixas; óleo cede mais de 1%
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O mercado da soja segue recuando na tarde desta quinta-feira (19) na Bolsa de Chicago, porém, intensificando um pouco mais suas baixas em relação ao movimento observado mais cedo. Perto de 13h20 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam de 7,25 a 13 pontos, com o março sendo cotado a US$ 15,17 e o maio a US$ 15,12. Os futuros do derivado também recuam, liderados pelo óleo, que perde mais de 1% na CBOT.
"O mercado está se protegendo", diz o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, explicando que, neste momento, há bons fundamentos ainda que dão suporte às cotações, na medida em que também há uma considerável dificuldade dos preços de avançar, uma vez que tais fundamentos já são conhecidos e novas notícias precisariam aparecer no front.
Ontem, os preços terminaram o dia perdendo mais de 20 pontos nas posições mais negociadas diante de previsões - em alguns modelos - de algumas chuvas podendo chegar na Argetina, porém, ainda sem muita confiança.
Do mesmo modo, o mercado acompanha o avanço da colheita no Brasil - registrando alguns atrasos em função do excesso de chuvas no centro-norte do país - bem como o comportamento da demanda da China, que prestes a entrar no feriado do Ano Novo Lunar fica um pouco mais ausente das compras.
O feriado chinês começa neste sábado, 21 de janeiro, e se estende até o dia 28.
"Lembrando que a China já está menos presente no mercado devido a
proximidade do feriado do Ano Novo Lunar, e também devido as previsões de chuvas os importadores chineses não demonstram grande interesse de compras, pois esperam uma redução dos preços caso a chuva se concretize", explica o diretor geral do Grupo Labhoro.
Tanto o modelo europeu, quanto o americano (GFS) apontam para algumas chuvas podendo chegar na Argentina entre os dias 20 e 21 de janeiro, porém, entre os mapas as divergências se dão sobre os acumulados totais dessas precipitações.
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