Rússia diz que promessas de tanques mostram envolvimento direto e crescente do Ocidente na Ucrânia
![]()
(Reuters) - A Rússia disse nesta quinta-feira que viu a prometida entrega de tanques ocidentais à Ucrânia como prova do envolvimento direto e crescente dos Estados Unidos e da Europa no conflito.
O Kremlin reagiu pela primeira vez aos anúncios feitos pelos Estados Unidos e Alemanha na quarta-feira de que armariam a Ucrânia com dezenas de tanques de batalha em sua luta contra a Rússia.
"Há declarações constantes das capitais europeias e de Washington de que o envio de vários sistemas de armas para a Ucrânia, incluindo tanques, não significa de forma alguma o envolvimento desses países ou da aliança nas hostilidades na Ucrânia", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.
"Discordamos categoricamente disto e, em Moscou, tudo o que a aliança e as capitais que mencionei estão fazendo é visto como envolvimento direto no conflito. Vemos que isto está crescendo."
O presidente dos EUA Joe Biden disse que os tanques não representam "nenhuma ameaça ofensiva" à Rússia e que eles eram necessários para ajudar os ucranianos a "melhorar sua capacidade de manobra em terreno aberto".
A Ucrânia tem procurado centenas de tanques modernos para formar o que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, chamou de "punho de liberdade" que poderia dar a suas tropas o poder de fogo para romper as linhas defensivas russas e recuperar o território ocupado no sul e no leste do país. Até agora, tanto a Ucrânia quanto a Rússia têm contado principalmente com tanques da era soviética T-72.
A Rússia, que lançou a guerra ao invadir a Ucrânia em 24 de fevereiro do ano passado, tem cada vez mais a retratado como um confronto com a aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"O curso da operação militar especial na Ucrânia mostra que os EUA e a Otan pretendem continuar fazendo esforços para arrastar este conflito militar e se tornaram seus participantes", disse nesta quinta-feira Nikolai Patrushev, um aliado próximo do presidente russo, Vladimir Putin, e secretário de seu Conselho de Segurança, segundo a agência de notícias Interfax.
A agência afirmou que ele disse que "mesmo com o fim da 'fase quente' do conflito na Ucrânia, o mundo anglo-saxão não vai parar a guerra por procuração contra a Rússia e seus aliados".
(Reportagem da Reuters)
0 comentário
Bolsonaro tem prisão domiciliar prorrogada por questões de saúde
Dólar acompanha exterior e cai ante o real em sessão com liquidez menor
Ibovespa avança e fecha acima de 174 mil pontos em pregão com volume reduzido sem Wall St
Taxas de DIs caem no Brasil após dados fracos da indústria em sessão sem os Treasuries
Exportações brasileiras de petróleo, minério de ferro e soja avançam em junho
Governo eleva projeção de superávit comercial do Brasil a US$90 bi em 2026 prevendo exportações mais fortes