China faz apelo por medidas "ousadas" para cortar custos de ter bebês
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HONG KONG (Reuters) - Uma autoridade de saúde chinesa pediu aos governos locais que tomem medidas "ousadas" para reduzir o custo de ter bebês e criar filhos para reduzir o fardo sobre as famílias e aumentar a fertilidade, informou uma publicação apoiada pelo Estado nesta sexta-feira.
A população da China caiu no ano passado pela primeira vez em seis décadas, mostraram dados divulgados no mês passado, uma virada histórica que deve marcar o início de um longo período de declínio.
Além disso, há a perspectiva de uma população envelhecendo rapidamente, o que desacelera a economia à medida que as receitas caem e a dívida do governo aumenta devido à elevação dos custos de saúde e bem-estar.
Yang Wenzhuang, diretor do Departamento de Monitoramento Populacional e Desenvolvimento Familiar da Comissão Nacional de Saúde (NHC), enfatizou a importância do apoio familiar para melhorar a taxa de fertilidade, informou a publicação.
Yang disse que as preocupações com dinheiro e desenvolvimento de carreira entre as mulheres são os principais fatores para as pessoas optarem por não ter filhos, acrescentando que políticas precisas são necessárias para melhorar o nível de fertilidade.
"Os governos locais devem ser encorajados a explorar ativamente e fazer inovações ousadas na redução do custo do parto, assistência infantil e educação" para promover o desenvolvimento equilibrado de longo prazo da população, afirmou Yang.
Os comentários de Yang foram divulgados na última edição da revista do NHC, Population and Health, segundo a publicação.
A China esteve durante décadas preocupada com a perspectiva de crescimento populacional descontrolado e impôs uma rígida política de filho único de 1980 a 2015 para manter os números sob controle.
Mas agora a população começou a diminuir e a Índia está prestes a se tornar o país mais populoso do mundo.
(Reportagem de Farah Master e Albee Zhang)
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