Lane, do BCE, apoia aumento de juros em maio com dimensão a depender dos dados
![]()
Por Francesco Canepa
FRANKFURT (Reuters) - O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, apoiou nesta terça-feira um novo aumento da taxa de juros na próxima reunião do BCE, mas disse que sua dimensão dependerá dos dados que irão chegar, especialmente uma pesquisa com bancos da zona do euro.
A expectativa é que o BCE eleve os juros pela sétima reunião consecutiva em 4 de maio, na tentativa de reduzir a inflação persistentemente alta na zona do euro, com as autoridades convergindo para um aumento de 25 pontos-base, disseram à Reuters fontes com conhecimento direto da discussão.
Lane, encarregado de fazer propostas de política monetária no BCE, disse que um aumento de juros é "a linha de base" após a diminuição das tensões no setor bancário, o alívio dos gargalos de oferta e a queda nos preços do gás.
"Por enquanto, daqui a duas semanas, acho que a linha de base é que devemos aumentar as taxas de juros em maio, mas em termos de escala, eu não vou definir um número padrão", disse Lane à Bloomberg TV.
Ele disse que a dimensão da alta dependerá de dados, incluindo uma estimativa preliminar da taxa de inflação em abril, que será divulgada um dia antes da reunião, e dados do Produto Interno Bruto para o primeiro trimestre do ano, que serão divulgados na sexta-feira anterior à discussão.
Lane destacou como "mais importante" a Pesquisa de Empréstimos Bancários (BLS, na sigla em inglês) do próprio BCE, na qual os bancos são questionados sobre a oferta e a demanda de crédito. "Essa é a pesquisa mais importante para entendermos se de fato estamos vendo um maior aperto nas condições de crédito", acrescentou.
A próxima BLS está programada para ser publicada em 2 de maio, juntamente com a estimativa preliminar de inflação do Eurostat para abril.
0 comentário
EUA insistem que Irã se comprometa a interromper ataques no Estreito de Ormuz, dizem autoridades
Irã nega ter solicitado negociações com EUA depois que Trump disse que diálogo continuaria
Dólar acompanha exterior e cai para a faixa dos R$5,10
Ibovespa salta quase 3% e orbita 178 mil pontos, após inflação reforçar aposta de queda da Selic em agosto
Relatório do Fed menciona aceleração da inflação
Wall Street ronda estabilidade antes de estreia da sul-coreana SK Hynix