Domínio do dólar persistirá por décadas a despeito de desafios, diz Moody's
Por Saqib Iqbal Ahmed
NOVA YORK (Reuters) - O domínio do dólar no comércio e finanças internacionais persistirá por décadas, apesar dos novos desafios, e mesmo quando um sistema monetário mais multipolar surgir ele será liderado pelo dólar, disse a Moody's Investor Service nesta quinta-feira.
Embora a queda nas últimas décadas da participação do dólar nas reservas dos bancos centrais, as crescentes tensões geopolíticas e as provocações na política dos Estados Unidos tenham impulsionado a especulação sobre o fim do domínio do dólar, no momento não há alternativas viáveis, disse a Moody's em nota.
"O maior perigo de curto prazo para a posição do dólar decorre do risco de erros políticos que minam a confiança por parte das próprias autoridades, como um calote em sua dívida, por exemplo", escreveram os analistas da Moody's.
A Casa Branca e os negociadores republicanos fizeram algum progresso nas negociações noturnas sobre o aumento do teto da dívida de 31,4 trilhões de dólares do governo, disse o principal republicano do Congresso, Kevin McCarthy, a repórteres nesta quinta-feira.
As negociações estão se estendendo até o prazo limite, pois o Departamento do Tesouro alertou que o governo pode ficar sem recursos para cobrir todas as suas despesas já em 1º de junho, o que, na falta de um acordo, pode desencadear um calote economicamente catastrófico.
A participação do dólar nas reservas cambiais oficiais caiu ao menor nível em 20 anos, de 58%, no quarto trimestre de 2022, abaixo dos cerca de 78% na virada do século, segundo dados do Fundo Monetário Internacional.
Enquanto a Moody's espera que a participação do dólar nas reservas caia ainda mais, seus rivais atuais, o euro e o renminbi, lutarão para igualar rapidamente suas principais características, incluindo o tamanho e a abertura da economia dos norte-americano e a segurança e a profundidade do tesouro norte-americano, disseram os analistas.
Na quinta-feira, o índice do dólar, que mede a força da moeda dos Estados Unidos contra seis rivais, subiu 0,4%, para uma alta de dois meses de 104,23. No acumulado do ano, o índice acumula alta de 0,7%.
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