Decisão da Suprema Corte dos EUA impulsiona mapa eleitoral para democratas em 2024
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Por Gram Slattery
WASHINGTON (Reuters) - Uma decisão surpreendente da Suprema Corte dos Estados Unidos na quinta-feira forneceu aos democratas um potencial impulso na disputa para o Congresso em 2024 ao questionar a constitucionalidade de distritos eleitorais desenhados pelos republicanos no sul do país.
Na votação de 5 a 4, o tribunal decidiu a favor dos eleitores negros que contestaram um mapa eleitoral desenhado pelos republicanos no Alabama, concluindo que o estado violou a Lei dos Direitos de Voto de 1965, que proíbe a discriminação racial na votação.
Isso pode forçar o Alabama a redesenhar seus sete distritos da Câmara para que dois contenham maioria negra ou quase maioria, em comparação com um agora. Analistas disseram que a mudança daria aos democratas uma chance maior de ganhar cadeiras em todo Sul, onde a votação costuma ser dividida em linhas raciais.
O Cook Political Report, um grupo apartidário de análise eleitoral em Washington, afirmou que duas cadeiras do Congresso no Alabama e duas em Louisiana agora têm "probabilidade igual", o que significa que qualquer um dos partidos pode prevalecer. Todas as quatro cadeiras eram consideradas solidamente republicanas.
A organização também disse que uma cadeira antes competitiva na Carolina do Norte agora favorece os democratas.
Os republicanos atualmente controlam a Câmara com uma estreita maioria de 222 a 212, portanto, mesmo pequenos ajustes no mapa eleitoral podem ter impacto.
Os democratas disseram que a decisão lhes dará uma chance maior de reconquistar a Câmara nas eleições de novembro de 2024.
“Esta decisão afetará os casos de redistritamento em todo o país e ajudará a criar uma Câmara dos Deputados que reflita melhor a diversidade da nossa nação”, disse Suzan DelBene, presidente do braço de campanha dos democratas na Câmara.
Os republicanos disseram que isso não afetará suas perspectivas. "A estratégia política transparente dos democratas para fraudar o jogo é processar 'até ficar azul'", declarou Jack Pandol, porta-voz do braço de campanha dos republicanos na Câmara.
(Reportagem de Gram Slattery; reportagem adicional de Moira Warburton)
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