Gasolina sobe na 1ª quinzena, mas ajuste da Petrobras pressionará preços, diz Ticket Log
SÃO PAULO (Reuters) - O preço médio do litro da gasolina no Brasil aumentou 0,54% na primeira quinzena do mês ante maio e fechou o período em 5,55 reais, segundo o índice Ticket Log (IPTL), mas a redução aplicada a partir desta sexta-feira pela Petrobras voltará a pressionar as cotações nos postos nos próximos dias.
Na véspera, a Petrobras anunciou redução de 4,3% nos preços da gasolina para as distribuidoras, em ajuste válido a partir desta sexta-feira.
"O novo anúncio de redução no preço da gasolina... deve refletir nas bombas de abastecimento de todo o país e no preço repassado ao consumidor já nos próximos dias", disse o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.
No começo do mês, a gasolina foi impulsionada nos postos pela mudança na forma de cobrança do ICMS.
A redução de preço da Petrobras ocorreu antes de outra mudança tributária. Em 1º de julho, está prevista a reoneração do PIS/Cofins para a gasolina e o etanol, após um período de cobrança parcial dos tributos federais imposta por uma medida provisória editada no início deste ano.
A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, que realiza pesquisa de preços em 21 mil postos credenciados, apontou ainda que o etanol ficou 4,62% mais barato para os motoristas na primeira quinzena de junho.
"Como resultado da redução mais acentuada no valor médio nacional do etanol, o combustível foi considerado economicamente mais vantajoso (que a gasolina) para abastecimento em mais Estados, quando comparado ao mês anterior", disse Pina, citando Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
(Por Roberto Samora)
0 comentário
Produção de petróleo do Brasil bate recorde pelo 2º mês consecutivo em julho
Justiça derruba liminar que suspendia imposto de exportação de petróleo
Acordo petrolífero de Trump com Venezuela gera preocupações em alguns produtores, dizem fontes
Dois petroleiros que transportavam petróleo saudita são atacados no Estreito de Ormuz
Petróleo fecha com alta de mais de 2,5% enquanto EUA e Irã retomam ataques militares
Preço do petróleo sobe mais de 3% com retomada dos ataques militares entre EUA e Irã