AIEA não viu sinal de explosivos na usina de Zaporizhzhia ainda e pede mais acesso
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Por Francois Murphy
VIENA (Reuters) - Especialistas da agência nuclear da ONU baseados na usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, na Ucrânia, ainda não observaram nenhuma indicação de minas ou explosivos na usina, mas precisam de mais acesso para ter certeza, disse a agência nesta quarta-feira.
A Rússia e a Ucrânia se acusaram na terça-feira de planejar um ataque à maior usina nuclear da Europa, onde a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tem alertado sobre uma potencial catástrofe devido a confrontos militares próximos.
Os dois países culpam um ao outro por bombardeios que repetidamente derrubam linhas de energia essenciais para resfriar os seis reatores da usina e evitar um colapso nuclear.
Especialistas da AIEA "nos últimos dias e semanas inspecionaram partes da instalação - incluindo algumas seções do perímetro de resfriamento - e também realizaram caminhadas regulares em todo o local, até agora sem observar nenhuma indicação visível de minas ou explosivos", disse a AIEA em um comunicado.
"Os especialistas da AIEA solicitaram acesso adicional necessário para confirmar a ausência de minas ou explosivos", acrescentou. “Em particular, o acesso ao topo das unidades de reatores 3 e 4 é essencial, bem como o acesso a partes das salas das turbinas e algumas partes do sistema de resfriamento da usina.”
A AIEA afirmou estar ciente de relatos de que minas e outros explosivos foram colocados dentro e ao redor da usina.
"Com a tensão militar e as atividades aumentando na região onde esta grande usina nuclear está localizada, nossos especialistas têm de ser capazes de verificar os fatos no terreno", disse a AIEA.
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