Soja intensifica baixas em Chicago na tarde desta 6ª com clima melhor previsto para os EUA
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Os preços da soja voltaram a cair de forma expressiva no início da tarde desta sexta-feira (7) na Bolsa de Chicago. Perto de 13h30 (horário de Brasília), as cotações registravam baixas de 12,25 a 16,25 pontos, com o agosto sendo cotado a US$ 14,35 e o novembro a US$ 13,22 por bushel. Milho, trigo e farelo de soja também operam com baixas na tarde de hoje.
"O mercado começa a retirar parte do prêmio de risco climático embutido nas cotações durante o mês de junho", explica o time da Agrinvest Commodities.
Os traders vão alinhando e ajustando suas posições depois de uma semana de bastante volatilidade na CBOT, mas sem desviar suas atenções dos fundamentos. O foco permanece sobre o clima no Meio-Oeste americano. As condições têm melhorado por lá, porém, a safra 2023/24 segue fragilizada e precisa de uma melhora mais consistente para garantir uma recuperação mais forte das lavouras.
Os mapas continuam indicando boas chuvas para os próximos dias, porém, elas precisam se confirmar para dar um sinal mais claro. "O mercado está incerto sobre a chegada das chuvas em 80% do cinturão agrícola dos EUA nos próximos 10 dias. Tais precipitações, se confirmadas, contraem a 'área sob seca' nos EUA. Na indefinição, o mercado quer saber: será que essas chuvas se confirmam?", afirma o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira.
A imagem abaixo mostra a previsão para os próximos sete dias nos EUA, pelo modelo do NOAA - o serviço de clima oficial do governo americano - com bons volumes sendo esperados, em especial, pro leste do Corn Belt.
E os mapas mais alongados - para 6 a 10 dias, ou de 12 a 16 de julho - indicam chuvas acima a média e temperaturas abaixo, o que também poderia ser favorável para o desenvolvimento das lavouras.
"Para a soja, o movimento é mais significativo dada a relação soja: milho na CBOT, que sofreu fortes distorções nos últimos dias", complementa a Agrinvest.
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