Dólar passa a cair em sessão sem grandes catalisadores antes de Fed e IPCA-15 na semana que vem
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Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar reverteu ganhos iniciais e passou a cair frente ao real nesta sexta-feira, em sessão sem grandes catalisadores domésticos ou internacionais, em meio ainda a expectativas pela decisão de política monetária do Federal Reserve e dados de inflação nacionais da semana que vem.
Às 9:55 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,52%, a 4,7765 reais na venda.
Na B3, às 9:55 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,51%, a 4,7830 reais.
De acordo com Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora, o pregão "promete ser de baixo giro e fraca liquidez".
O índice que compara o dólar a uma cesta de pares fortes ganhava 0,25% nesta manhã, antes das reuniões dos bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos na próxima semana, com os investidores analisando dados recentes para avaliar o provável caminho da política monetária.
De acordo com expectativas implícitas em contratos futuros de juros, o Federal Reserve deve elevar sua taxa de juros uma última vez em 0,25 ponto percentual na quarta-feira da semana que vem.
No Brasil, "sem a divulgação de indicadores mais relevantes, a atenção fica voltada para o Relatório Mensal da Dívida e para o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas", ambos a serem divulgados nesta sexta-feira, disse a XP Investimentos em nota.
"Desse modo, sem grandes novidades, os mercados devem operar à espera da divulgação do IPCA-15 na próxima terça-feira, para o qual a XP projeta queda de 0,05% (na comparação mensal)", avaliou a instituição.
Um cenário de arrefecimento da inflação no Brasil tem alimentado apostas na queda da Selic já a partir de agosto.
Embora o nível atual dos juros, de 13,75%, seja apontado como um apoio para o real ao atrair investimentos para o mercado de títulos local, alguns especialistas argumentam que eventuais perdas de ingressos na renda fixa após a queda da Selic podem ser compensadas por entradas de dinheiro no país via renda variável, o que continuaria apoiando a divisa brasileira.
Já outros dizem que, mesmo que o BC comece a afrouxar a política monetária, fará isso de forma gradual, de forma que os juros reais continuarão em patamar favorável ao real por algum tempo.
Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8015 reais na venda, com alta de 0,35%.
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