Ibovespa fecha no maior nível em mais de um ano com NY e ajuda de Petrobras e Vale
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Por Andre Romani
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançou nesta segunda-feira, diante do desempenho positivo em Wall Street e das altas de Vale e Petrobras, com o mercado na expectativa por decisões de juros nos Estados Unidos e na zona do euro, dado de inflação no Brasil e balanços corporativos localmente e no exterior.
Além de petrolíferas e empresas de siderurgia e mineração, Weg foi outro destaque positivo, enquanto o setor financeiro ficou do lado oposto.
O Ibovespa subiu 0,94%, a 121.341,69 pontos, a terceira alta seguida e maior patamar de fechamento desde 1º de abril de 2022.
O volume financeiro somou 24,5 bilhões de reais.
O Ibovespa abriu estável, mas acelerou no final da manhã e, na máxima do dia, foi a 121.771,71 pontos, maior nível desde 12 de agosto de 2021. No entanto, durante a tarde, perdeu um pouco de força, embora ainda mantendo-se no azul.
Rosiane Duarte, analista de investimentos da Toro, afirmou que o viés positivo do índice deve-se à perspectiva de redução da Selic na semana que vem e à expectativa com a decisão de juros do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira.
Nos EUA, a expectativa majoritária é de alta de 0,25 ponto percentual, e investidores estarão atentos a potenciais sinais sobre se essa será a última elevação do ciclo.
Quanto à decisão de juros no Brasil semana que vem, investidores e analistas divergem entre a possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto na Selic. Nesse sentido, o IPCA-15 de julho, a ser divulgado na terça-feira, deve ser olhado de perto, uma vez que o alívio na inflação é visto como o principal catalizador da flexibilização monetária.
Perto do fechamento desta segunda-feira a precificação na curva a termo era de 55% de chances de corte de 0,50 ponto percentual da taxa básica Selic em agosto e de 45% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual. Na sexta-feira passada, perto do fechamento, estes percentuais eram de 60% e 40%, respectivamente.
Em Wall Street, os principais índices de ações subiram, com investidores também de olho no Fed. O S&P 500 subiu 0,40%.
Balanços financeiros são outro fator que devem movimentar a semana, com Vale e Santander Brasil entre os destaques locais, e Microsoft e Alphabet na agenda externa.
DESTAQUES
- VALE <VALE3.SA> subiu 3,02%, a 69,85 reais, mesmo após os futuros do minério de ferro fecharem praticamente inalterados em Dalian, na China, e caírem 0,8% em Cingapura. No radar, estão medidas de estímulo da China que poderiam elevar a demanda pela commodity. A Vale publica balanço do segundo trimestre na quinta-feira.
- IRB BRASIL ON tombou 14,4%, a 42,15 reais, após a empresa de resseguros divulgar na sexta-feira prejuízo líquido de 10,4 milhões de reais em maio, e depois de o BTG Pactual rebaixar a recomendação do papel de "neutra" para "venda".
- PETROBRAS PN subiu 2,09%, a 30,3 reais, enquanto a ON avançou 2,07%, diante de alta de cerca de 2,1% do petróleo Brent no exterior, com oferta rígida e expectativa de demanda na China. A empresa divulga relatório de produção e vendas do segundo trimestre na quarta-feira.
- SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,77%, a 29,78 reais, antes de abrir a temporada de balanços para os grandes bancos brasileiros na quarta-feira pela manhã. ITAÚ UNIBANCO PN teve queda de 1,59% e BRADESCO PN perdeu 2,7%.
- MARFRIG ON caiu 3,88%, a 6,94 reais e MINERVA ON diminuiu 4,38%, a 9,60 reais, em dia negativo para o setor frigorífico. De pano de fundo, sessão foi de alta nos preços de grãos na Europa após ataque da Rússia a portos da Ucrânia.
- WEG ON disparou 7,2%, a 41,54 reais. A fabricante de motores divulgou resultado trimestral na semana passada.
- VIVEO ON , que não faz parte do Ibovespa, caiu 1,61%, a 21,45 reais, após a companhia de insumos hospitalares anunciar uma oferta primária e secundária de ações.
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