Em Goiás, colheita da safrinha de milho chega a 80% das áreas, com média geral de produtividade que "empata" com os custos de produção
Em Goiás, colheita da safrinha de milho chega a 80% das áreas, com média geral de produtividade que "empata" com os custos de produção
![]()
Com ritmo um pouco mais lento que a safrinha do ano passado, a colheita do milho em Goiás chega a 80%, de acordo com o coordenador institucional do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Leonardo Machado. Ele explica que isso se dá pelo gargalo no sistema de armazenamento no Estado, além da dificuldade de comercialização.
De acordo com Machado, a média de produtividade para o Estado, de maneira geral, deve ficar entre 105 a 110 sacas por hectare, e já não há espaços nem em silos bolsa para o cereal. Parte do sistema de armazenamento em Goiás ainda está ocupado pela soja, conforme ele explica.
Inclusive, é esta média de produtividade que deve fazer alguns produtores “empatarem” com os custos de produção para a implantação desta safrinha, em torno de R$ 4.100,00 por hectare. Machado faz as contas de que o volume de 105 sacas por hectare, comercializados nos preços médios atuais para Goiás (R$ 40,50 a R$ 41,00 a saca), deve se igualar ao investimento na implantação.
“O que vai salvar alguns produtores vai ser justamente a produtividade mais elevada, que deve cobrir os custos e ainda trazer alguma renda. O percentual de produtores que travou negócios antecipadamente foi muito pequeno”, disse.
0 comentário
Com queda de braço entre compradores e vendedores, semana se encerra com poucas movimentações para o milho no Brasil
Colheita de milho em MT avança para 20,9% da área, supera ritmo de 2025, diz Imea
Preço do milho recua nos últimos cinco anos, enquanto custos de produção avançam e pressionam rentabilidade do produtor
Safras & Mercado reduz previsão de colheita de milho do Brasil e vê queda anual
Colheita do milho vai se intensificar em julho e preços devem sentir a pressão no mercado brasileiro
Mato Grosso acelera colheita do milho, mas alta dos custos em 14% exige cautela na próxima safra