Açúcar avança na Bolsa de NY nesta tarde de 5ª, mas fica no campo misto em Londres
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As cotações futuras do açúcar operam com leve alta na Bolsa de Nova York, mas ficam no campo misto na Bolsa de Londres nesta tarde de quinta-feira (28). O mercado sente pressão da queda do petróleo, além dos dados do Brasil.
Por volta das 12h12 (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York tinha valorização de 0,15%, a 26,41 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato tinha baixa de 0,54%, a US$ 705,70 a tonelada.
A queda moderada do petróleo impacta negativamente nas cotações do açúcar nas bolsas nesta tarde. As oscilações do óleo bruto impactam diretamente na decisão de produção das usinas por açúcar ou etanol com base na rentabilidade dos produtos.
Nos fundamentos, a pressão vem de dados do Brasil. Na primeira metade de setembro, a produção de açúcar no Centro-Sul totalizou 3,12 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
A quantidade, quando comparada a registrada na safra 22/23, de 2,87 milhões de toneladas, representa aumento de 8,54%. Apesar disso, o volume ficou levemente acima da projeção da S&P Global Commodity Insights de 3,19 milhões de toneladas.
Por outro lado, as preocupações com as origens asiáticas, que inclusive elevaram os preços externos nos últimos dias para máximas de mais de uma década, seguem no radar dos operadores.
"Os revendedores disseram que o mercado deverá permanecer apertado na próxima temporada global 2023/24, em parte devido a uma queda potencial na produção na Ásia ligada ao fenômeno climático El Niño", disse a agência Reuters.
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