Petróleo: Irã pede embargo a Israel por países muçulmanos e futuros saltam até 3% nesta 4ª feira
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Os preços futuros do petróleo subiam até 3% nas bolsas externas nesta manhã de quarta-feira (18), com Brent atingindo pico de US$ 93 o barril. Os temores de aumento da escalada do conflito no Oriente Médio e interrupções no fornecimento aumentaram após o Irã pedir embargo petrolífero a Israel.
Por volta das 08h58 (horário de Brasília), o petróleo WTI tinha valorização de 2,26%, cotado a US$ 87,37 o barril. Enquanto o tipo Brent saltava 2,12%, negociado a US$ 91,81. Ambos os mercados chegaram a saltar mais de US$ 3, atingindo os níveis mais altos em duas semanas.
A decisão do Irã de pedir embargo petrolífero a Israel por países muçulmanos veio depois que centenas de palestinos foram mortos em uma explosão em um hospital da cidade de Gaza, na terça-feira, segundo a agência de notícias Reuters. Autoridades israelenses e palestinas atribuíram umas às outras.
"Os traders estão atentos a qualquer sinal de que o conflito possa se alastrar, tendo grande impacto na oferta", disse Richard Bronze, analista da consultora Energy Aspects à Bloomberg.
O presidente da autoridade Palestina, inclusive, cancelou uma reunião com o presidente Joe Biden após a explosão.
De acordo com a Bloomberg, as importações de petróleo de Israel são pequenas no comparativo global e pouco vem do Oriente Médio. Porém, a decisão marca uma escalada verbal sobre o conflito entre Israel e o grupo Hamas.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) disse que não planeja tomar nenhuma ação imediata em relação ao apelo do Irã, disseram à Reuters duas fontes do grupo produtor.
O mercado do óleo também espera para esta quarta-feira a divulgação dos dados oficiais de estoques do governo dos Estados Unidos. Do lado da demanda, a economia da China cresceu mais rapidamente do que o esperado no terceiro trimestre, mostraram dados oficiais, o que dá suporte aos preços.
Os dados também mostraram que o rendimento das refinarias de petróleo do país em setembro atingiu uma taxa diária recorde, com salto de 12% em relação ao ano anterior, à medida que as refinarias aumentavam as taxas de funcionamento para satisfazer a forte procura por combustível.
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