Líderes da UE prometem rigidez nas fronteiras e mais repatriações após ataque em Bruxelas
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Por Marine Strauss e Gabriela Baczynska e Ingrid Melander
BRUXELAS (Reuters) - Os líderes da Bélgica e da Suécia e o órgão executivo da União Europeia prometeram, nesta quarta-feira, reforçar a segurança nas fronteiras e intensificar as repatriações, depois que um solicitante de asilo da Tunísia, que não conseguiu obter asilo, matou a tiros dois torcedores suecos em Bruxelas.
Eles falaram após homenagearem as vítimas do ataque de segunda-feira na capital belga, sede das instituições da UE, e condenarem o que classificaram como um ataque terrorista brutal.
O tiroteio destacou as dificuldades persistentes da UE em gerenciar o asilo e a imigração, incluindo falhas de segurança e na devolução de pessoas que não têm o direito de permanecer no bloco de 27 nações.
O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, disse que a zona Schengen de fronteiras abertas da Europa não sobreviverá a menos que as fronteiras externas da UE sejam mais bem protegidas contra a imigração indesejada.
"Se não formos capazes de proteger nossas fronteiras comuns, não seremos capazes de manter a livre circulação dentro da Europa", afirmou ele.
O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, disse que a UE também precisa de um sistema mais eficaz de retorno de imigrantes não autorizados.
"Isso é algo que precisamos resolver e só podemos fazer isso de forma coordenada", declarou.
O atirador de 45 anos chegou à ilha italiana de Lampedusa em 2011 e depois morou na Suécia antes de pedir asilo na Bélgica. Ele foi derrotado no processo em 2020 e recebeu ordem de deixar o país.
De acordo com a lei, ele teria 30 dias para sair voluntariamente. Mas a ordem nunca foi cumprida, embora o homem fosse conhecido da polícia.
A Comissão Europeia disse que o novo pacto de imigração do bloco ajudaria a evitar tais situações, permitindo deportações mais rápidas de estrangeiros que são considerados uma ameaça à segurança.
"A Europa é a solução, desde que essas (novas) regras sejam promulgadas", disse o comissário da UE Margaritis Schinas em uma coletiva de imprensa.
A UE há muito tempo culpa as baixas taxas de devolução pelo que diz ser a falta de vontade dos países de origem - incluindo a Tunísia - em aceitar as pessoas de volta. Segundo a UE, os Estados membros emitiram 420.000 decisões de retorno no ano passado, mas apenas 77.000 foram implementadas.
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