Milho inverte o sinal e passa a operar em baixa na B3 nesta tarde de 3ª feira
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A terça-feira (7) tem sido de volatilidade para os futuros do milho na Bolsa Brasileira, a B3. Os futuros do cereal já testaram o lado positivo da tabela, porém, por volta de 13h30 (horário de Brasília), as baixas entre os contratos mais negociados era de 0,1% a 0,9%, levando o novembro a R$ 60,24 e o março a R$ 68,23 por saca. A exceção era o maio/24, que ainda subia testava alta de 0,25% para ser cotado a R$ 68,40.
O mercado passa por um movimento de correção depois das últimas altas, porém, ainda muito atento às boas e recordes exportações brasileiras, além dos alertas fortes sobre o futuro da segunda safra 2024 diante do atual atraso do plantio da soja em função das adversidades climáticas.
Apesar da correção desta terça, a semana começou com bom ritmo de negócios no Brasil, em especial nos portos, mas também melhor no mercado interno, com uma demanda mais presente das indústrias de ração, como relata o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
"Aliado a isso temos uma safra menor nos campos
e os indicativos de produção podendo vir menores e desta forma aperto
no abastecimento para um mercado em franco crescimento de demanda
interna e exportações", diz.
Todavia, nesta terça-feira, há uma pressão que vem também de uma nova baixa do dólar frente ao real, pesando sobre os futuros no Brasil. Na tarde de hoje, a moeda americana perdia 0,4% para ser negociada a R$ 4,87. A divisa dá sequência às perdas das últimas quatro sessões e, conforme o time da Agrinvest Commmodities, testa sua mínima de 50 dias.
"Para esta semana, o dólar voltou a apreciar em movimento de ajuste a forte queda de 1,2% da semana passada. Mas, o real ignora o movimento externo e, juntamente com o peso colombiano, são as duas únicas divisas a registrarem ganhos frente à moeda norte-americana nas duas primeiras sessões da semana. E o motivo para este descolamento do movimento externo é o forte fluxo comercial que tem entrado no país ao longo deste ano", explica a Agrinvest.
E as entradas de divisa se devem, inclusive, em partes às safras recordes de soja e milho e ao bom fluxo das exportações de ambos os produtos.
BOLSA DE CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, os preços do milho continuam operam em queda, acompanhando as baixas generalizadas entre as commodities neste pregão. Perto de 13h50, os futuros do cereal perdiam entre 5 e 5,50 pontos, com o dezembro sendo cotado a US$ 4,71 e o março a US$ 4,87 por bushel.
Lá fora o mercado continua atento à conclusão da colheita americana, que mostra certo atraso em relação ao ano anterior e à média dos últimos anos, acompanhando também as condições climáticas sobre as quais os trabalhos de campo se darão. Ao mesmo tempo, monitoramento também da demanda pelo grão americano.
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