Na contramão das demais commodities, trigo sobe na CBOT refletindo demanda forte da China
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Os futuros do trigo se destacam nas negociações desta quarta-feira (6) em que caem todas as commodities agrícolas - lideradas por baixas de mais de 5% entre os futuros do açúcar na Bolsa de Nova York - operando com ganhos de mais de 1% na Bolsa de Chicago. Perto de 14h10 (horário de Brasília), o contrato dezembro tinha US$ 6,21 e o março, US$ 6,37 por bushel.
Esta é a sétima sessão consecutiva de ganhos para o cereal, que encontrou combustível forte na demanda chinesa mais presente nos últimos dias, fazendo boas compras no mercado norte-americano. De acordo com dados reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), foram 372 mil toneladas somente nesta quarta. Nesta semana, até hoje, as aquisições da nação asiática somam 1,010 milhão de toneladas.
A procura maior da China por trigo vem na sequência das perdas sofridas em sua safra também por conta de adversidades climáticas. O excesso de chuvas tirou bastante da qualidade do grão chinês em regiões-chave de produção pouco antes da colheita. Assim, o país compra não só nos EUA, mas também na Austrália e na França, buscando garantir uma recomposição de seus estoques.
Terminais na França - maior país produtor da União Europeia - confirmam que já se preparam para iniciar os embarques de trigo para a China, em especial no porto de Dunkirk, apesar de rumores de que os compradores estariam adiando as operações. A informação, inclusive, exerceu alguma pressão sobre as cotações no mercado europeu, as quais testaram suas mínimas em mais de dois anos no início da semana passada.
"Estima-se que a China tenha encomendado cerca de 2 milhões a 2,5 milhões de toneladas de trigo moído francês para embarque entre dezembro e março. Os navios também deverão carregar em Rouen, na Normandia, e em La Pallice, na costa atlântica da França", informa o portal World Grain.
NO BRASIL
No final do último mês e início deste, os preços do trigo no mercado brasileiro cederam depois das altas fortes anteriores.
"Os preços do trigo se enfraqueceram no encerramento de novembro, depois de terem registrado altas representativas ao longo do mês. De acordo com colaboradores do Cepea, o recuo nos valores está atrelado à entrada de trigo argentino competitivo no Brasil – e novos volumes devem chegar em janeiro. Além disso, com a proximidade do final do ano, agentes de moinhos começam a diminuir o ritmo de aquisição de novos lotes. Produtores, por sua vez, ofertam baixos volumes, com expectativas de maiores preços de negociação para trigo tipo 1 no ano que vem", informou o Cepea.
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