Dólar passa a cair em linha com exterior; mercado aguarda dados de emprego dos EUA
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Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) -O dólar passou a cair frente ao real na manhã desta quinta-feira, em linha com o enfraquecimento da divisa no exterior, uma vez que investidores aguardavam um relatório de emprego norte-americano crucial para determinar a trajetória de juros do Federal Reserve, enquanto avaliavam as perspectivas da política monetária japonesa.
Às 10:15 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,28%, a 4,8885 reais na venda.
Na B3, às 10:15 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,29%, a 4,8980 reais.
Esse movimento estava em linha com a baixa de 0,22% do índice do dólar contra uma cesta de pares fortes. Investidores reagiram positivamente na véspera a dados mais fracos do que o esperado sobre o setor privado do mercado de trabalho dos Estados Unidos, e aguardam agora o relatório mais abrangente de criação de vagas fora do setor agrícola, de sexta-feira.
Economistas projetam abertura de 180 mil novas vagas de trabalho em novembro, acelerando antes as 150 mil do mês anterior.
Mas a equipe da Guide Investimentos disse em relatório a clientes nesta quinta-feira que parte da desvalorização do índice do dólar no exterior reflete "uma forte valorização do iene japonês em resposta às falas" do presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda.
Ele disse nesta quinta-feira que informou ao primeiro-ministro Fumio Kishida que o banco central examinará a força da demanda doméstica e as perspectivas salariais para o próximo ano ao orientar a política monetária.
A fala veio num momento de aumento das expectativas do mercado de que o banco central japonês em breve sairá de décadas de taxas de juros ultrabaixas, e deixou o iene -- um dos componentes do índice do dólar -- em disparada, uma vez que custos de empréstimo mais altos tornariam a divisa nipônica mais competitiva.
Vários operadores também chamaram a atenção nesta quinta para o avanço dos preços das commodities, depois que dados mostraram que as exportações da China cresceram pela primeira vez em seis meses em novembro, sugerindo que as fábricas da segunda maior economia do mundo estão atraindo compradores.
Os contratos futuros do petróleo subiam com força nesta manhã, enquanto os preços do minério de ferro fecharam em alta de quase 4%. O real é sensível à variação dessas commodities.
O dólar à vista fechou a quarta-feira cotado a 4,9022 reais na venda, em queda de 0,47%.
(Por Luana Maria BeneditoEdição de Camila Moreira e Pedro Fonseca)
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