Lula diz que OCDE errará previsão sobre economia brasileira em 2024
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(Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) errará em sua previsão para a economia brasileira em 2024, garantindo que o país crescerá no próximo ano.
"Eu vi uma manchete da OCDE fazendo julgamento da economia brasileira. Quero aproveitar para dizer para o pessoal da OCDE que quando chegar no final do ano que vem, eu vou convidar vocês para tomar café e provar que vocês erraram em relação à previsão do Brasil", disse Lula durante live em suas redes sociais.
Em relatório divulgado na segunda-feira, a OCDE estimou que o Brasil deve crescer 3% em 2023 e 1,8% em 2024. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apesar de prever uma aceleração semelhante para este ano, disse anteriormente acreditar em um crescimento de 2,5% para o próximo ano.
Lula também indicou estar muito otimista para 2024, apontando para os dados fortes e perspectivas de investimento no país. Ele disse que o dinheiro sendo emprestado por bancos públicos ao longo do último ano está "circulando" e logo deve gerar mais produção, empregos e aumento de salário.
"Eu estou muito otimista com 2024. Não peçam pra eu ficar pessimista, porque aqui não cabe... Quero transformar esse país em um país de classe média", disse.
Em uma análise do primeiro ano de mandato, Lula aproveitou para elogiar os esforços de Haddad, e dos líderes do Congresso na aprovação de uma série de pautas econômicas, afirmando que o trabalho deles foi "extraordinário".
Neste ano, o governo tem conseguido avanços e vitórias em uma série de pautas no Legislativo, desde o projeto da reforma tributária até medidas para elevar a arrecadação federal, como a taxação de fundos exclusivos e "offshores" e a tributação de apostas esportivas.
Lula disse que o país está encerrando o ano de "forma excepcional" e exaltou o crescimento da economia brasileira, a queda no desemprego e o reposicionamento no cenário internacional.
"Isso não resolve todos os problemas, mas é um passo gigantesco para que o Brasil volte a ser um país civilizado, com crescimento econômico, distribuição de riqueza e melhoria da qualidade de vida das pessoas."
(Por Fernando Cardoso)
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