Milho encerra a 5ªfeira com alta na B3 e queda em Chicago
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O mercado do milho encerrou esta quinta-feira (28) com os preços futuros do Bolsa Brasileira descolados do mercado internacional. Enquanto internamente o dia foi de alta, a Bolsa de Chicago registrou perdas para o cereal.
Na B3, as altas variaram de 2,3% a 1,44% nos principais contratos. O janeiro/24 fechou o dia a R$ 71,15/saca, alta de 2,3%. O março/24 subiu 2,04%, chegando a R$ 75,10/saca. O contrato maio/24 foi a R$ 74,50/saca, valorização de 1,64%. Julho/24 subiu 1,44% e foi a R$ 73,40/saca.
Segundo Roberto Carlos Rafael, analista da Germinar Corretora, o mercado interno do milho está totalmente descolado do internacional por conta do clima. De acordo com ele, se houvesse duas chuvas de 50 milímetros em novembro, estaríamos com preços totalmente diferentes dos atuais.
Isso acontece, conforme apontou o analista, porque “o produtor está comprando uma ideia de que vamos ter grandes perdas, uma safrinha muito mais baixa, e vamos ter preços muito melhores lá na frente”.
Porém, ele alerta para o risco desse pensamento: “mesmo tendo uma produção mais baixa na próxima safra, ainda teremos que exportar 30 a 35 milhões de toneladas no ano que vem. Devemos ter prêmios um pouco melhores, mas ainda teremos Ucrânia, Estados Unidos e Argentina com muito milho”, afirmou.
De acordo com Roberto Carlos Rafael, o ideal é ter atenção ao mercado e aproveitar as oportunidades de garantir margem: “O produtor precisa tomar muito cuidado com informações muito ‘altistas’. Tem que analisar todos os lados, todas informações, ir acompanhado e, se tiver preços bons, vai fazendo suas médias”, recomendou o analista.
Baixa na Bolsa de Chicago
Na Bolsa de Chicago, o contrato março/24 fechou cotado a US$ 4,74/bushel, redução de 2,25 pontos. O maio/24 teve queda de 2 pontos e foi a US$ 4,86/bushel, assim como o julho/24, que caiu para US$ 4,96/bushel. O setembro perdeu 1,75 pontos e fechou a US$ 4,98.
Segundo o que apontou a Agrinvest Commodities, o milho registrou essa queda na CBOT pois está “pressionado pela queda nos preços do petróleo, devido à atenuação com as preocupação do conflito no Mar Vermelho. Além disso, o mercado avalia uma grande produção na Argentina, que segue apresentando clima favorável o desenvolvimento do milho”.
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