ADRs brasileiros recuam no último pregão de Wall St após ano positivo
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(Reuters) - O último pregão do ano em Wall Street era marcado pela fraqueza dos principais ADRs brasileiros, após um ano de forte valorização, apoiada particularmente pelas perspectivas relacionadas à política monetária dos Estados Unidos.
Por volta de 15:00, o índice Dow Jones Brazil 20 ADR, uma medida do desempenho das 20 ações brasileiras mais negociadas nas principais bolsas dos EUA como ADRs, recuava 0,62%. No acumulado do ano, contudo, sobe cerca de 26,5%.
No pano de fundo dessa performance está principalmente o alívio nos rendimentos dos Treasuries com a visão de que o Federal Reserve encerrou seu ciclo de aperto monetário e pode começar a reduzir os juros em 2024, quiçá no primeiro trimestre.
Para o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, 2023 vai ser marcado pelo ano do “no landing”, da resiliência da economia norte-americana que, ao contrário dos prognósticos, viveu um cenário de crescimento com uma inflação cedendo.
"O ano onde o improvável parece ter acontecido, ou seja, a possibilidade da inflação ceder sem que tivéssemos uma crise e/ou recessão nos EUA – pelo menos essa foi a realidade até aqui", afirmou em relatório enviado a clientes nesta sexta-feira.
Com a inflação cedendo, acrescentou Castro Alves, foram criadas as bases para que se chegasse ao final do maior e mais rápido ciclo de aperto monetário em décadas nos EUA, e os mercados foram refletindo isso.
No Brasil, o Ibovespa fechou o último pregão do ano na véspera praticamente estável, mas no patamar recorde de 134 mil pontos e acumulando uma valorização de 22,3% em 2023, na melhor performance anual desde 2019.
Em Nova York, onde as bolsas ainda abriram nesta sexta-feira, a sessão era de ajustes para os ADRs brasileiros, os recibos das ações das companhias do Brasil que são negociados no mercado norte-americano.
Entre eles, os de Vale cediam 0,47%, assim como os de Itaú Unibanco, que registrava declínio de 0,44%, e Bradesco, que recuava 0,71%.
Petrobras distanciava-se das mínimas, com os ADRs das preferenciais com variação positiva de 0,07% e os das ações ordinárias ainda cedendo 0,12%.
(Por Paula Arend Laier)
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