Soja retoma negócios em Chicago nesta 6ª feira caminhando sem direção clara
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O mercado da soja retomou seus negócios na Bolsa de Chicago e, como já vinha sendo aguardado pelo mercado, os futuros operam sem direção clara no final da manhã desta sexta-feira (29). Perto de 11h40 (horário de Brasília), o janeiro subia 2 pontos, valendo US$ 9,90 e o maio, referência para a safra brasileira, em US$ 10,10, sem variação. Já o julho tinha US$ 10,23 e 0,25 ponto de baixa.
"A recente alta do dólar frente ao real deve ser um dos principais fatores de baixa hoje (29), em conjunto com as previsões climáticas favoráveis para o Brasil e Paraguai, enquanto a Argentina possui previsões menos favoráveis", informa o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. Perto de 11h50, a moeda americana subia 1,43% para ser negociada a R$ 6,08, depois de já ter testado os R$ 6,10 mais cedo.
Na outra ponta, o mercado ainda se apoia na força da demanda pelo grão norte-americano. Nesta sexta, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma venda grande mais de 990 mil toneladas de soja 2024/25 para destinos não revelados nesta volta de feriado e contribui para o suporte.
As informações atualizadas ainda sobre as vendas semanais para exportação também reportadas pelo USDA nesta sexta vieram em linha com as expectativas do mercado e também agem como um limitador das baixas na CBOT.
VOLATILIDADE DOS DERIVADOS
Se os preços do grão voltaram do Dia de Ação de Graças com oscilações tímidas e contidas, entre os futuros dos derivados a volatilidade continua muito intensa, com altas de mais de 2% no óleo e baixas de mais de 1% no farelo negociados em Chicago.
"As vendas semanais de óleo dos EUA foram muito fortes, um total de 124 mil toneladas", informou a Agrinvest Commodities. "O programa do óleo já está em 150% do projetado pelo USDA. O óleo americano está barato em relação à Argentina para dezembro-janeiro e mais barato que o óleo de palma na Indonésia".
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