Abiove eleva previsão de safra e exportações de soja do Brasil em 2025
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SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil em 2025 foi estimada nesta quinta-feira em recorde de 168,7 milhões de toneladas, aumento de 1 milhão de toneladas na comparação com a previsão de novembro, enquanto as exportações tiveram um ajuste positivo menor, sinalizando maiores estoques finais, apontou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
A expectativa para a produção de soja no maior produtor e exportador global agora aponta para aumento de 10% na colheita na comparação com a temporada anterior, atingida por problemas climáticos.
A projeção da associação, que reúne as tradings e processadoras multinacionais, indicou um aumento na expectativa de exportação de 300 mil toneladas, para 104,4 milhões de toneladas, avanço de 6,2% ante 2024.
Tanto a exportação quanto a produção superariam máximas históricas visas em 2023.
A Abiove prevê processamento de soja do Brasil em 2025 em recorde de 57 milhões de toneladas, estável na comparação com a previsão anterior e alta de 4,6% ante 2024.
Com um ajuste menor na exportação e sem alterar a previsão de processamento, o Brasil terá estoques finais em 2025 maiores do que o esperado na primeira previsão da Abiove para o próximo ano, divulgada em novembro.
Os estoques finais de soja do país estão estimados em 9,5 milhões de toneladas, ante 8,8 milhões na previsão de novembro, mais que o dobro do previsto para 2024.
A Abiove projeta produção de 44 milhões de toneladas de farelo de soja no país no ano que vem, alta de 5,5% em relação a
2024.
Já a fabricação de óleo de soja deverá aumentar 3,6%, para 11,4 milhões de toneladas, na mesma comparação.
A receita com exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) do Brasil foi estimada pela Abiove em 50,80 bilhões de dólares em 2025, queda ante os 53,18 bilhões de dólares previstos para 2024, com um ligeiro ajuste para baixo em relação à projeção de novembro.
A associação indicou que preços mais baixos da soja e do farelo de soja deverão pressionar a receita com exportações em 2025, apesar dos maiores volumes exportados.
(Por Roberto Samora)
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