Premiê ucraniano diz que acordo de trânsito de gás russo não será prorrogado após dia 31
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(Reuters) - O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, disse nesta segunda-feira que um acordo que permite o trânsito de gás russo através de seu país não será estendido além do final do ano, com alguns países europeus intensificando sua busca por suprimentos.
Shmyhal, escrevendo no aplicativo de mensagens Telegram depois de falar com o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, disse que a Ucrânia está disposta a discutir o trânsito de gás de qualquer origem, exceto a russa.
"Nesse sentido, se a Comissão Europeia abordar oficialmente a Ucrânia sobre o trânsito de qualquer gás que não seja russo, naturalmente discutiremos o assunto e estaremos prontos para chegar a um acordo apropriado", afirmou Shmyhal.
"Eu enfatizei que o acordo da Ucrânia com a Rússia sobre o trânsito de gás chega ao fim em 1º de janeiro de 2025 e não será prorrogado."
Shmyhal disse que muito já foi feito no ano passado para garantir um fornecimento suficiente de energia, especialmente gás, para os países da UE.
A Ucrânia, em uma guerra de 33 meses com a Rússia, tem dito há meses que seria improvável que o contrato de trânsito de gás fosse prorrogado.
A Eslováquia e outros países que recebem gás da Rússia, transportado por meio de gasodutos na Ucrânia, estão em negociações para tentar evitar que esses fluxos parem quando o acordo terminar.
Antes da conversa entre os dois primeiros-ministros, Fico havia dito que a manutenção do trânsito de gás não é apenas uma questão bilateral para os vizinhos da Ucrânia, mas uma questão para toda a UE.
A ministra da Economia da Eslováquia, Denisa Sakova, havia dito em Bruxelas que os países e as empresas europeias têm uma demanda combinada de cerca de 15 bilhões de metros cúbicos de gás russo no próximo ano via Ucrânia e estavam em negociações para garantir novos suprimentos.
(Reportagem de Ron Popeski e Kate Abnett)
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