Soja sobe em Chicago nesta 5ª feira, acompanhando ganhos do óleo e do farelo, e monitora dólar
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O primeiro pregão da soja na Bolsa de Chicago é de estabilidade para os preços. Nesta quinta-feira (2), perto de 14h40 (horário de Brasília), as cotações subiam 4 pontos nos contratos mais negociados, com o janeiro valendo US$ 10,02 e o maio, US$ 10,27 por bushel. O grão acompanha, mais uma vez, ganhos intensos entre os derivados de soja, em especial os do óleo de soja, que sobem mais de 1% nesta tarde de hoje, enquanto o farelo tem pouco mais de 0,8% de avanço.
Além disso, segundo explicam analistas e consultores, o foco dos traders continua sendo a América do Sul, a colheita no Brasil e as condições de clima em que a nova safra se desenvolve e em que se iniciam os trabalhos de colheita, mesmo que de forma ainda limitada. "O modelo GFS, gerado nessa manhã, de modo geral aponta para os próximos 10 dias no Brasil, acumulados intensos no MATOPIBA, MT, GO e MG, já na região sul do Brasil é previsto clima seco, com chuvas leves em SC e no PR. Na Argentina, acumulados leves são esperados pontualmente em Córdoba e San Luis", informa a o Grupo Labhoro. E os mapas do modelo europeu não divergem muito do americano.
Paralelamente, o movimento do dólar, em especial frente ao real também exige atenção. E nesta quinta, a moeda americana voltava a recuar, perdendo cerca de 0,07%, para ser cotado a R$ 6,18.
Na outra ponta, as atenções estão voltadas ainda ao comportamento da demanda. A China tem estado bastante presente no mercado e com perspectivas de crescimento em suas compras neste ano comercial. Todavia, há uma expectativa grande e crescente sobre como serão as relações da nação asiática com os EUA a partir de 20 de janeiro, quando Donald Trump toma posse como presidente americano pela segunda vez.
E apesar de estes serem fatores que estão no radar dos traders, não se tratam de novos elementos para o mercado, que continua esperando por novidades. "Há poucas notícias que possam movimentar este mercado. Uma informação que poderia mudar o comportamento do mercado é a área de plantio nos EUA, com a possibilidade de mudança de soja para milho em 2025. Mas, isso ainda não muda os fundamentos do ano comercial de 2024", afirmam os analistas de mercado do portal norte-americano Farm Futures.
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