Ações europeias caem conforme salto de empregos nos EUA alimenta temores de inflação
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Por Shashwat Chauhan e Nikhil Sharma e Pranav Kashyap
(Reuters) - As ações europeias sofreram a maior queda em três semanas nesta sexta-feira, depois que um relatório robusto sobre empregos nos Estados Unidos alimentou novos temores em relação à inflação e solidificou expectativas de uma abordagem cautelosa em relação aos cortes de juros pelo Federal Reserve.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 0,84%, a 511,50 pontos, sua baixa mais significativa desde 20 de dezembro, apesar de ter marcado o melhor desempenho semanal em um mês.
O setor imobiliário, que é mais sensível aos juros, foi pressionado e perdeu 1,1%.
A aceleração inesperada no crescimento do emprego nos EUA, juntamente com uma queda na taxa de desemprego para 4,1%, sinalizou um final de ano robusto para o mercado de trabalho norte-americano -- deixando para os formuladores de política monetária do Fed o desafio de determinar a necessidade de novos cortes na taxa de juros em uma economia ainda forte.
Operadores agora preveem que o Fed reduzirá os juros em junho e as manterá inalteradas até o fim do ano, conforme indicado pela ferramenta FedWatch da CME.
Essa expectativa de uma postura cautelosa por parte do Fed foi ainda mais consolidada pelos dados mais recentes. Wall Street também abriu em baixa. [.N]
Investidores também receberam um novo lote de dados econômicos e de inflação da zona do euro. Os resultados mistos pintaram um quadro incerto, mas foram suficientes para sustentar as expectativas de que o Banco Central Europeu cortará os juros em sua reunião de janeiro.
"De modo geral, a falta de qualquer surpresa negativa importante na impressão da inflação (da zona do euro) pouco altera a opinião de que uma flexibilização gradual adicional na reunião de janeiro é a ação básica apropriada", disseram eles.
Na sessão, o setor automobilístico subiu 0,5%, impulsionado por um ganho de 3,7% na Mercedes-Benz após os resultados das vendas do quarto trimestre.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,86%, a 8.248,49 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,50%, a 20.214,79 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,79%, a 7.431,04 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,64%, a 35.090,23 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,50%, a 11.720,90 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,53%, a 6.299,98 pontos.
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