Cotações para o milho safrinha se sustentam nesta 3ªfeira de olho na demanda interna
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A terça-feira (28) chega ao final com os preços futuros do milho registrando movimentações no campo misto da Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ , com as posições da safra nova avançando.
De acordo com a análise da Agrinvest, os futuros da safra nova registraram leves altas na B3 com o mercado acompanhando o ritmo lento da colheita da soja e do plantio do milho safrinha, já que o atraso na semeadura pode refletir em queda nos rendimentos das lavouras.
Os analistas da consultoria destacam ainda que, a projeção de crescimento na demanda pelas usinas de etanol também contribui para a firmeza dos preços.
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“O mercado vai subir. O milho brasileiro é um dos mais baratos do mundo e extamos exportando, tem milho contratado para as próximas semanas”, acrescenta Vlamir Brandalizze, Analista de Mercado da Brandalizze Consulting.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento março/25 foi cotado à R$ 74,85 com queda de 0,27%, o maio/25 valeu R$ 74,63 com baixa de 0,08%, o julho/24 foi negociado por R$ 70,85 com alta de 0,01% e o setembro/25 teve valor de R$ 70,65 com estabilidade.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve movimentações negativas neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorizações em Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Sorriso/MT, Brasília/DF e Machado/MG.
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro finalizaram o pregão desta terça-feira acumulando movimentações positivas de quase 1% na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a Agrinvest, em Chicago, o milho subiu nesta terça-feira acompanhando a alta do trigo diante de uma onda de calor e seca que está afetando a produção na Rússia.
“Uma onda de calor e seca está afetando o país e colocando em risco a semeadura da safra de inverno. Lembrando que já estamos no quinto ano consecutivo de aperto nos estoques globais de trigo e qualquer redução na oferta pode tornar os estoques em níveis ainda mais críticos”, explicam os analistas da consultoria.
“Chicago segue com um suporte muito forte nos US$ 4,50 e a resistência dos US$ 5,00 já está sendo quebrada. Os fundamentos do milho são positivos porque entre o que vai ser produzido e consumido de milho no mundo há um déficit de 30 milhões de toneladas, então isso é suporte para o milho andar na casa dos US$ 5,00 o bushel”, avalia Vlamir Brandalizze.
O vencimento março/25 foi cotado à US$ 4,85 com elevação de 3,25 pontos, o maio/25 valeu US$ 4,96 com ganho de 3,75 pontos, o julho/25 foi negociado por US$ 4,98 com valorização de 4,50 pontos e o setembro/25 teve valor de US$ 4,62 com alta de 2,25 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira (27), de 0,67% para o março/25, de 0,76% para o maio/25, de 0,91% para o julho/25 e de 0,49% para o setembro/25.
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