Soja intensifica baixas em Chicago nesta 4ª, mas prêmios nos portos do BR alcança até 50 cents positivos
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O mercado da soja intensificou as baixas na Bolsa de Chicago no início da tarde desta quarta-feira (12). Os futuros da oleaginosa, por volta de 13h (horário de Brasília), recuavam entre 12 e 14,75 pontos, já levando o maio a US$ 10,47 e o julho a US$ 10,63 por bushel. Os futuros do grão acompanham as perdas nos demais componentes do complexo, com o óleo caindo mais de 1% e o farelo quase 0,9%.
O mercado, passada a divulgação do boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), volta a centralizar suas atenções sobre a guerra comercial em sua nova fase - em especial as relações comerciais entre China e Estados Unidos -, bem como ao clima na América do Sul para a conclusão da safra 2024/25. Há ainda pontos de preocupações, em especial sobre as lavouras do sul brasileiro e argentinas, o que já faz com que consultorias privadas já reduzam suas estimativas de safra, enquanto o USDA manteve seu número inalterado em 169 milhões de toneladas.
A Pátria Agronegócios, nesta terça-feira, reduziu seu número para 165,78 milhões de toneladas, perto de dois milhões de toneladas menor do que sua última estimativa.
A falta de soja na China e as necessidades de compra da nação asiática e a forma como ela virá ao mercado para compor seus estoques também está em evidência.
Nesta quarta, o USDA informou novas vendas de soja e milho para destinos não revelados. Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, há rumores de que poderia ser a China a compradora, outros que seria o México.
"O mercado está extremamente comprador, inclusive aqui no Brasil. Nos portos, os prêmios estão nos melhores momentos do ano e já tem até 50 pontos positivos no julho", explica. Dessa maneira, ele afirma ainda que a melhor orientação para o produtor seria, neste momento, travar os prêmios e garantir as oportunidades, para ao menos parte de sua safra. "Chicago pode voltar a subir e os prêmios se acomodarem".
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