Fundada em 2005, Aprosoja MT foi a primeira associação estadual de produtores de soja do Brasil
Neste mês de fevereiro, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) comemora 20 anos de trabalho em defesa dos produtores rurais do estado. Com 32 núcleos regionais e mais de 8,9 mil associados, a entidade se fortaleceu ao longo dessas duas décadas e contribuiu para o desenvolvimento e fortalecimento da classe produtiva.
O co-fundador da entidade, Carlos Sfreddo, destaca que a Aprosoja Mato Grosso foi pioneira no país, sendo a primeira associação estadual de produtores de soja, ligada à Aprosoja Brasil, a ser criada no país. “Nós não tínhamos nenhuma entidade que pudesse nos representar e atender às nossas demandas. Então surgiu a ideia, por um grupo da qual eu também tive o privilégio de fazer parte, de fundarmos uma associação que pudesse atuar de forma coletiva, representando os produtores e atendendo às suas demandas e necessidades”, conta.
Para o produtor, que ingressou na atividade no ano 2000, as ações e os programas da entidade são essenciais para superar os desafios e os riscos de produção, e destaca que para ele o mais importante tem sido o trabalho pró-logística e o Classificador Legal.
“Durante esses 20 anos, muitos projetos foram desenvolvidos. Eu classifico dois como talvez os mais importantes, no meu ponto de vista, que é o programa de classificação de grãos onde havia absurdos por parte das empresas e esse projeto veio trazer um certo conforto para o produtor, e outro projeto é na área da logística. Nós temos um consultor especialista em logística que trabalha nos bastidores, em Brasília, para mapear e facilitar a logística aqui em Mato Grosso”, completa Carlos.
Ivanor Cella, associado do núcleo de Lucas do Rio Verde, relembra que o Grito do Ipiranga, iniciado no ano de 2006 em Ipiranga do Norte, foi um marco para o setor. O movimento, que expandiu para os municípios do médio-norte mato-grossense e teve adesão de outros 10 estados, foi um divisor de águas, fortalecendo a associação e contribuindo para o surgimento de novas entidades da classe produtiva.
Segundo ele, as conquistas alcançadas evidenciam que a união dos produtores e a participação ativa na entidade são fundamentais para o fortalecimento do setor. “O que mais nos deixa entusiasmados é ver tantos jovens participando, novos delegados, pessoas novas, então, sentimos orgulho disso e acreditamos que fizemos a nossa parte”, destaca.
O associado ressalta que as pautas e as lutas travadas pela Aprosoja MT ao longo dos anos, em defesa dos direitos dos produtores, foram cruciais para garantir avanços importantes que impactam diretamente o dia a dia no campo. "A luta na época pelo Funrural [Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural], os embates com o Governo do Estado, as discussões pelo Fethab [Fundo Estadual de Transporte e Habitação], todas essas lutas foram em benefício do produtor rural", lembra.
A produtora de Nova Mutum, Eliane Poletto, foi uma das primeiras mulheres a se tornar associada. “Eu era uma andorinha buscando conhecimento e com o passar dos anos, começou a ter outras mulheres nas reuniões. A Aprosoja MT me trouxe muito conhecimento e aprendizagem com a Academia de Liderança e também com o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, nos levando a conhecer para fora da porteira”, afirma.
Com entusiasmo, ela observa os resultados gerados pelos projetos implementados pela entidade, como o Classificador Legal, que traz segurança e transparência na classificação de grãos, e o Soja Legal, programa de melhoria contínua das propriedades rurais, frutos do crescimento da união entre os produtores. “Sem essa união, não conseguiríamos muitas conquistas dentro do setor produtivo. Isso é valoroso. Espero que a cada dia tenhamos força para continuar nossa luta, sem desistir do nosso Brasil. Aí sim, terá valido a pena”, conclui Eliane.
Em suas duas décadas de existência, a Aprosoja Mato Grosso consolidou-se como a principal entidade representativa do setor produtivo, reafirmando seu compromisso em defender e ampliar as oportunidades para os produtores, que desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das comunidades e municípios do estado, além de contribuir de forma significativa para o progresso da sociedade.
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