Chuvas “fundamentais” caíram no coração agrícola da Argentina no fim de semana, diz Bolsa de Rosário
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BUENOS AIRES, 17 de (Reuters) - As chuvas do fim de semana na Argentina foram “fundamentais” para evitar mais perdas de soja e milho no ciclo 2024/25, segundo a Bolsa de Comércio de Rosário, que na semana passada precisou ajustar suas estimativas de safra devido ao impacto de uma seca em janeiro.
A Argentina é a principal exportadora de azeite e farelo de soja do mundo e a terceira maior de milho. Na última quarta-feira, a Bolsa de Rosário (BCR) reduziu suas estimativas para a safra de soja e milho para 47,5 milhões e 46 milhões de toneladas, respectivamente, refletindo o clima seco de janeiro.
No entanto, a primeira metade de fevereiro trouxe as tão necessárias chuvas às regiões agrícolas mais importantes do país que, segundo a BCR, ficaram entre 10 e 90 milímetros nas planícies dos Pampas no último fim de semana, mais concentradas no norte daquela região.
“A última semana e as próximas são chaves para a soja e o milho tardios, e as chuvas do fim de semana são fundamentais para sustentar as colheitas e começar a formar um piso para a colheita na zona central”, disse Cristian Russo, chefe de estimativas agrícolas da BCR, segundo um relatório da Bolsa.
Russo acrescentou que as chuvas continuarão nas próximas 48 horas no norte do país, onde as plantações também precisam de água.
Grande parte da soja e do milho da Argentina ainda está em etapas-chave de desenvolvimento. As duas culturas já foram totalmente plantadas. A colheita de milho começará no fim de março, e a de soja, em abril.
(Reportagem de Maximilian Heath)
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