Cautela futura compensa melhora na percepção atual e confiança de serviços tem leve queda, mostra FGV
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(Reuters) - A confiança do setor de serviços do Brasil teve leve queda em fevereiro uma vez que a cautela com os próximos meses compensou a melhora na percepção sobre o momento atual, mostraram os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 0,1 ponto e foi a 91,7 pontos.
"Apesar da parcial recuperação dos indicadores sobre o mês corrente, fica marcada a piora na avaliação da demanda por serviços prestados às famílias, mais sensíveis ao ritmo da inflação e ao poder de compra da população", explicou Stéfano Pacini, economista do FGV Ibre.
A FGV informou que o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, avançou 0,4 ponto e foi a 95,1 pontos.
Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, caiu 0,4 ponto, atingindo 88,6 pontos.
"Em relação ao futuro de longo prazo, os empresários aprofundam o pessimismo com o ritmo dos negócios para o ano de 2025. O cenário macroeconômico indica pressões nos preços dos alimentos num ambiente de taxa de juros elevada e incerteza econômica, fatores que podem prolongar a percepção negativa sobre o setor de serviços", completou Pacini.
A taxa básica de juros Selic está atualmente em 13,25% ao ano e o Banco Central já indicou novo aumento de 1 ponto em março, o que encarece o crédito.
A FGV destacou que em fevereiro o setor de serviços prestados às famílias chegou ao seu patamar mais baixo desde abril de 2023 (90,3 pontos).
"Tanto o ISA-S como o IE-S de Famílias contribuíram para o momento de pessimismo do setor no mês, principalmente serviços de alimentação, que sofre com a pressão de preços de alimentos", disse Pacini.
(Por Camila Moreira)
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