Dólar cola nos R$5,83 com nova pressão de tarifas de Trump
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SÃO PAULO (Reuters) -O dólar emplacou nesta quinta-feira a segunda sessão consecutiva de alta no Brasil, aproximando-se dos R$5,83, acompanhando o avanço generalizado da moeda norte-americana no resto do mundo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, manter a expectativa de imposição de tarifas sobre produtos de outros países.
O dólar à vista fechou em alta de 0,47%, aos R$5,8293. Na semana, a moeda norte-americana acumula alta de 1,73%, mas, em 2025, ainda registra queda de 5,66%.
Às 17h24 na B3 o dólar para março -- atualmente o mais líquido -- subia 0,42%, aos R$5,8300.
Comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas sobre produtos de alguns países voltou a pressionar os ativos globais na manhã desta quinta-feira, com reflexos no Brasil.
Na véspera, Trump havia aumentado as esperanças de que haveria um adiamento de um mês nas novas tarifas sobre produtos do México e do Canadá, dizendo que elas podem entrar em vigor em 2 de abril. Ele também propôs uma tarifa “recíproca” de 25% sobre carros e outros produtos europeus.
Nesta quinta-feira, no entanto, Trump disse que as tarifas entrarão em vigor em 4 de março. Em uma publicação em sua plataforma Truth Social, ele também anunciou a cobrança de uma taxa adicional de 10% sobre os produtos da China a partir dessa data.
Com isso, o dólar ganhou força em todo o mundo. No Brasil, após marcar a mínima de R$5,7963 (-0,10%) às 9h57, o dólar à vista escalou até a máxima de R$5,8387 (+0,63%) às 13h26.
No exterior, às 17h35, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,75%, a 107,250.
Pela manhã, o Banco Central vendeu apenas 6.500 dos 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de abril de 2025.
Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o número de pessoas sem emprego no país aumentou nos três meses até janeiro, com a taxa de desemprego subindo para 6,5%, ante 6,2% no trimestre até outubro. A leitura de janeiro ficou ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de 6,6%, mas bem abaixo do número registrado no mesmo período do ano passado, de 7,6%.
(Por Fabrício de CastroEdição de Isabel Versiani)
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