Trump falará com Congresso após reformular políticas externa e doméstica dos EUA
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Por Steve Holland e Gabriella Borter e Joseph Ax
WASHINGTON (Reuters) - O presidente Donald Trump falará ao Congresso na noite desta terça-feira, após seis semanas de um mandato tumultuado e definido por suas decisões de reformular a burocracia federal, impor elevadas tarifas em aliados norte-americanos e paralisar todo o auxílio militar do país para a Ucrânia combater a Rússia.
O discurso -- similar ao Estado da União, mas não chamado assim porque Trump acabou de ser empossado em janeiro -- está programado para a Câmara, às 21h, horário da costa leste (23h em Brasília).
Será na mesma câmara onde parlamentares se amontoaram temendo pelas suas vidas quatro anos antes, enquanto uma multidão de apoiadores de Trump invadiam o Capitólio em uma tentativa mal sucedida de reverter a vitória do democrata Joe Biden em 2020 contra o então incumbente Trump.
O presidente será observado de perto por aliados europeus, poucas horas depois de a Casa Branca dizer que estava paralisando todo o auxílio militar à Ucrânia, depois de uma discussão chocante no Salão Oval durante a qual Trump repreendeu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.
A suspensão de auxílio foi o sinal mais recente de que Trump alterou a política dos EUA em relação a Moscou, após elogiar o presidente russo, Vladimir Putin, e sugerir de maneira falsa que a Ucrânia foi a responsável por começar a guerra.
A deterioração do relacionamento entre Trump e Zelenskiy deixou sem assinatura um acordo planejado entre Ucrânia e EUA para desenvolver em conjunto os ricos recursos naturais da Ucrânia, o que apoiadores de Kiev esperavam que ajudaria a ganhar mais apoio dos colegas republicanos de Trump no Congresso para futuros pacotes de auxílios.
Questionado na segunda-feira, antes das notícias sobre a suspensão de auxílio, se o acordo de minerais com a Ucrânia estava morto, Trump disse, “Bom, eu lhes direi amanhã à noite”, em referência ao discurso. “Mas não, acho que não. É um ótimo acordo para nós”.
Apesar de ter havido apoio bipartidário para remessas de auxílio à Ucrânia desde a invasão da Rússia três anos atrás, muitos republicanos elogiaram Trump pela reunião de sexta-feira, enquanto democratas o criticaram por atacar um suposto aliado dos Estados Unidos.
Embora os democratas não planejem um amplo boicote ao discurso, o senador Chris Murphy, de Connecticut, está entre os que não pretendem comparecer, dizendo que o discurso “é uma farsa”.
(Reportagem de Steve Holland e Gabriella Borter; Reportagem adicional de Richard Cowan e Trevor Hunnicutt)
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