Pecuária Moderna passa a ter comitê-gestor para turbinar setor no Paraná
Uma série de ações previstas ainda para o primeiro semestre deste ano vai dar um novo fôlego ao programa Pecuária Moderna. A iniciativa, que busca melhorar a produtividade e competitividade da bovinocultura de corte paranaense, passará por um processo de reestruturação, com a reativação de comitês regionais, por meio dos quais será possível desenvolver estratégias focadas em demandas locais. Além disso, o programa também deve apostar na difusão de informações técnicas por meio digitais, como vídeos explicativos.
A retomada do programa é uma iniciativa conjunta do Sistema FAEP, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Sistema Ocepar. No final de janeiro, as entidades promoveram uma primeira reunião, com vistas a instituir um calendário para revitalizar o Pecuária Moderna.
“O Pecuária Moderna tinha interrompido suas ações durante a pandemia. Depois, quando houve um retorno, as ações passaram a ser pontuais e isoladas”, explica Fábio Mezzadri, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP. “Agora, vamos revitalizar a iniciativa, fazendo com que as ações sejam mais estruturadas e assertivas”, adianta.
A partir de agora, o Pecuária Moderna conta com um comitê-gestor, formado por representantes das cinco entidades. Um diagnóstico prévio apontou que 36 mil propriedades rurais do Paraná se dedicam à pecuária de corte, sendo que um terço está na região Noroeste do Estado. A primeira ação é iniciar um processo de identificação e cadastramento de produtores interessados em aderir à iniciativa, com comprometimento em evoluir dentro de um sistema pecuário moderno e eficiente.
Em uma segunda reunião, em fevereiro, as entidades se focaram na reativação de comitês regionais do programa. Até a pandemia, o Pecuária Moderna chegou a contar com 12 desses grupos, que acabaram se desarticulando no período de isolamento social. Ainda em fevereiro, começou a reestruturação de cinco comitês regionais: Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), Guarapuava (Centro-Sul), Campo Mourão, Maringá e Umuarama (Noroeste).
A ideia é que esses colegiados estruturem estratégias específicas, de acordo com as demandas locais. Por exemplo, a região de Santo Antônio da Platina tem um problema histórico de pastagens degradadas. O programa pode desenvolver iniciativas específicas para isso, com prioridade para produtores que está estejam cadastrados no Pecuária Moderna. Além disso, os comitês regionais passam a dispor da estrutura dos sindicatos rurais, para realizar reuniões e/ou apoiar outras iniciativas. Todas as ações serão coordenadas pelo comitê-gestor.
“Não vamos ter uma ‘receita de bolo’, uma solução única, mas trabalhar de forma prática, de acordo com as demandas de cara região. Os sindicatos serão fundamentais no apoio”, ressalta Mezzadri.
Estratégias digitais
Outro eixo previsto é a utilização de ferramentas digitais para a disseminação de informações qualificadas. Em conjunto, o Sistema FAEP e o IDR-Paraná devem preparar vídeos com conteúdo técnico, com o objetivo de auxiliar os produtores de forma prática. O material será encaminhado para os pecuaristas inscritos no programa e publicados em sites e redes sociais das entidades que participam do programa. “A ideia é que sejam vídeos curtos, gravados por especialistas, e que abordem problemas específicos”, informa Mezzadri.
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