FMI diz que tarifas dos EUA prejudicarão economias do México e do Canadá
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Por Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - Se mantidas, as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao México e ao Canadá terão um impacto adverso significativo sobre esses países, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira, citando a forte integração de ambos os países com a economia norte-americana.
A porta-voz do FMI, Julie Kozack, disse que as tarifas impostas pelos EUA ao México e ao Canadá e as novas tarifas impostas à China, juntamente com as contramedidas anunciadas pela China e pelo Canadá e, potencialmente, pelo México, representaram novos desdobramentos significativos.
Ela disse que o FMI divulgará uma avaliação mais abrangente do impacto da mudança na política comercial dos EUA para a economia global e para os países mais afetados por ela quando publicar uma atualização das perspectivas econômicas em abril, durante as reuniões da primavera norte-americana do FMI e do Banco Mundial em Washington.
Kozack, nos primeiros comentários substanciais do FMI sobre as recentes ações comerciais dos EUA, citou o possível impacto sobre o Canadá e o México e disse que será fundamental avaliar se a incerteza nos mercados globais será de curta ou longa duração.
Historicamente, disse ela, "períodos sustentados de elevada incerteza podem estar associados à retenção de decisões de consumo e investimento por parte de famílias e empresas".
Kozack disse que a economia global está em meio a transformações significativas, incluindo rápido avanço das tecnologias de inteligência artificial, mudança em padrões de fluxos de capital e declínio do comércio -- que agora cresce 3%, metade da taxa observada de 2000 a 2019 -- como motor do crescimento global.
É nesse contexto global que os governos estão recalibrando suas abordagens e ajustando as políticas, disse Kozack, observando o aumento da volatilidade nos mercados financeiros e os crescentes indicadores de incerteza global.
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