Ibovespa fecha acima de 133 mil pontos guiado por JBS
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Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançou nesta quinta-feira, fechando acima dos 133 mil pontos pela primeira vez em cerca de seis meses, em movimento guiado pela JBS e reforçado pelas blue chips Vale e Petrobras, tendo como pano de fundo o alívio na curva de juros.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,47%, a 133.148,75 pontos, tendo marcado 133.904,38 pontos na máxima e 132.478,98 pontos na mínima do dia.
O volume financeiro no pregão somou R$20,77 bilhões.
O Ibovespa não fechava acima dos 133 mil pontos desde 2 de outubro do ano passado (133.514,94). Com o desempenho desta quinta-feira, já acumula em março uma valorização de mais de 8%, enquanto no ano sobe quase 11%.
Estrategistas atribuem tal performance a um movimento global de rotação de recursos, que tem favorecido mercados emergentes, como é o caso do Brasil, além da redução de prêmios na curva de juros brasileira neste ano.
Dados da B3 mostram uma entrada líquida de capital externo de R$4,7 bilhões em março até o dia 25, totalizando R$13,4 bilhões em 2025.
O último pregão da semana também contou com a divulgação do IPCA-15 de março, que mostrou uma descaceleração maior do que o previsto em relação ao mês anterior. A taxa em 12 meses, porém, de 5,26%, alcançou uma máxima em dois anos.
"Consideramos o resultado divulgado hoje positivo, especialmente pela composição dos dados", afirmaram economistas do Bradesco em relatório enviado a clientes.
"Os serviços continuam pressionados, como já esperávamos, mas os serviços subjacentes começaram a mostrar uma pressão menos intensa. Esse movimento deve, ao longo do tempo, ser reforçado a medida que a atividade econômica desacelere."
Para o ano de 2025 como um todo, os economistas do banco projetam alta de 5,6% para o IPCA.
DESTAQUES
- JBS ON fechou em alta de 5,83%, em dia positivo para ações de empresas de proteínas. Analistas do Bank of America também elevaram o preço-alvo do papel para R$55, de R$48 anteriormente, e reiteraram recomendação de compra.
- VALE ON fechou em alta de 0,8%, acompanhando os futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) encerrou as negociações do dia com acréscimo de 1,28%.
- PETROBRAS PN avançou 0,75%, com o barril de petróleo do tipo Brent terminando com elevação de 0,33%. PETROBRAS ON valorizou-se 1,02%.
- COGNA ON subiu 5,15%, tendo no radar relatório de analistas do Bradesco BBI elevando o preço-alvo de R$2,50 para R$3,10 e reiterando "outperform", bem como a preferência pelo papel no setor. YDUQS ON valorizou-se 4,93%.
- MAGAZINE LUIZA ON ganhou 3,62%, endossada pelo alívio nos DIs, que beneficiava outros papéis sensíveis a juros. O índice do setor de consumo ganhou 1,68%.
- CVC BRASIL ON recuou 2,58%, tendo no radar resultado do último trimestre do ano passado, que mostrou consumo de caixa de R$50,7 milhões. O Ebitda ajustado somou R$108,1 milhões no período, crescimento de 25,1%.
- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,12%, em dia misto entre os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN cedeu 0,38% e BANCO DO BRASIL ON recuou 0,42%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,62%.
- IMC ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 21,74%, após anunciar joint venture com a Kentucky Foods Chile Limitada envolvendo a operação do KFC no Brasil, em acordo no qual o grupo chileno pagará US$35 milhões à companhia.
- AMERICANAS ON, que não faz parte do Ibovespa, desabou 25,97%, tendo no radar o balanço do último trimestre de 2024 com prejuízo líquido de R$586 milhões e queda de 4,5% no faturamento líquido na base anual, a R$4,3 bilhões.
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