Obras de Bunker no Porto de Santos atrasam, mas mantêm expectativa estratégica
Por Ronaldo Fernandes
O fornecimento de bunker — combustível essencial para navegação — no Porto de Santos, que já representa 50% de todo o abastecimento nacional, está longe de atingir sua plena capacidade. A tão esperada operação na Ala 2 da Alamoa, inicialmente prevista para outubro de 2024, foi adiada e, no cenário mais otimista, deve começar só no final de 2026. As Alas 3 e 4? Só em 2028.
Mesmo com promessas de novas embarcações começando a operar em 2025 e discussões sobre criação de áreas de fundeio, os gargalos continuam. Com isso, o Porto de Santos, peça-chave para o escoamento da safra brasileira de soja e milho, pode enfrentar restrições logísticas mais sérias em períodos de pico. E num momento em que o Brasil se torna cada vez mais atrativo no comércio global de grãos, esse tipo de atraso logístico pesa — e muito.
A boa notícia: há espaço para pressão e articulação política. A SINDAMAR já movimenta contatos com o Ministério dos Portos e a Marinha para tentar acelerar soluções. Mas até lá, fica o alerta: se o Brasil quer ser protagonista no agro global, precisa de estrutura à altura.
0 comentário
Interrupções no Estreito de Ormuz afetam mais pequenas empresas, alerta agência de comércio da ONU
Congestionamento nos portos chineses mantém alerta para importadores brasileiros
Duplicação da BR-282 e ferrovia lideram pleitos do Oeste catarinense entregues a candidatos no Voz Única
Tráfego de navios de carga pelo Estreito de Ormuz tem menor nível em três meses
CNA e Federações percorrem BR-319 e avaliam desafios logísticos da Região Norte
Cobrança duplicada de tributos pode pressionar fretes no Norte do Paraná