Açúcar recua com foco em oferta brasileira robusta e incertezas econômicas globais
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Na manhã desta quarta-feira (07), o mercado do açúcar mantém a tendência de queda observada no encerramento da sessão anterior. Preocupações com uma possível desaceleração econômica global, impulsionada pelas políticas tarifárias dos Estados Unidos, somadas ao otimismo quanto à safra brasileira 2025/26, seguem pressionando as cotações da commodity.
Com expectativa de uma produção recorde no Brasil, o sentimento de ampla oferta volta a dominar os mercados futuros. O contrato julho/25 é negociado a 17,14 centavos de dólar por libra-peso em Nova Iorque, queda de 1,72%, enquanto o outubro/25 recua 1,59%, cotado a 17,30 cents. Em Londres, os contratos também operam em baixa, com o vencimento de agosto está sendo negociado a US$ 484,90 por tonelada, com queda de 1,80%.
Embora a safra brasileira oficialmente tenha começado em abril, as atividades de moagem tiveram início já em março. A estimativa é de que o ciclo 2025/26 apresente menor produtividade, reflexo dos impactos da estiagem e dos incêndios ocorridos no ciclo anterior. Apesar de o clima mais favorável neste ano ter amenizado parte desses problemas, a recuperação não foi suficiente para uma retomada total da produtividade.
Ainda assim, o perfil da safra tende a ser mais açucareiro, com previsão de produção acima de 45 milhões de toneladas de açúcar — fator que reforça a percepção de conforto na oferta global e limita a possibilidade de altas mais expressivas nos preços.
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