Trump volta a criticar Putin enquanto guerra na Ucrânia esquenta
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Por Steve Holland e Guy Faulconbridge e Max Hunder
WASHINGTON/MOSCOU/KIEV (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou novamente sua frustração nesta quarta-feira com o presidente russo em relação à intensificação do conflito na Ucrânia, um dia após advertir que Vladimir Putin estava "brincando com fogo" ao resistir às negociações de cessar-fogo e, ao mesmo tempo, aumentar seus ataques com drones e mísseis.
Mas Trump também disse a jornalistas no Salão Oval que ainda não estava preparado para impor novas sanções à Rússia, pois não queria que as penalidades prejudicassem um possível acordo de paz.
A Rússia propôs a realização da próxima rodada de negociações diretas com a Ucrânia em 2 de junho em Istambul, disse nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Não houve resposta imediata de Kiev.
A disputa pública entre os EUA e a Rússia veio se desenrolando enquanto a guerra de três anos esquentava, com enxames de drones lançados tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia e tropas russas avançando em pontos-chave ao longo da frente.
Delegados da Rússia e da Ucrânia se reuniram no início deste mês em Istambul, sob pressão de Trump para pôr fim ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mas as conversas não conseguiram produzir o cessar-fogo pelo qual Kiev e seus aliados ocidentais têm pressionado. Moscou disse que certas condições precisavam ser atendidas antes de um acordo de cessar-fogo.
Ao ser questionado se o líder russo poderia estar intencionalmente atrasando as negociações, Trump disse: "Vamos descobrir se ele está ou não nos manipulando e, se estiver, responderemos de forma um pouco diferente".
Após falar com Trump, em 19 de maio, Putin disse que havia concordado em trabalhar com a Ucrânia em um memorando que definiria os contornos de um acordo de paz, incluindo o momento de um cessar-fogo.
As exigências de Putin para encerrar a guerra incluem uma promessa por escrito dos líderes ocidentais de que a Otan não se expandirá para o leste, para as ex-repúblicas soviéticas, como a Ucrânia e a Geórgia, e o levantamento de algumas sanções contra a Rússia, segundo fontes russas com conhecimento das negociações.
Em uma postagem no Truth Social na terça-feira, Trump advertiu Putin de que ele estava "brincando com fogo" e que coisas "muito ruins" já teriam acontecido com a Rússia se não fosse pelo próprio Trump.
O assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, disse a um repórter da TV estatal que o comentário de Trump sugeria que ele não estava bem informado sobre as realidades da guerra.
Putin ordenou que dezenas de milhares de tropas invadissem a Ucrânia em fevereiro de 2022, após oito anos de combates no leste da Ucrânia entre separatistas apoiados pela Rússia e tropas ucranianas.
Atualmente, a Rússia controla pouco menos de um quinto da Ucrânia. Embora os avanços russos tenham se acelerado no último ano, a guerra tem custado caro tanto para a Rússia quanto para a Ucrânia em termos de baixas e gastos militares.
(Reportagem da Reuters em Moscou, Kiev, Berlim e Washington)
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