Soja segue caindo em Chicago, mas dessa vez de olho no óleo, que perde mais de 1% nesta 2ª
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Os preços da soja continuam caindo na Bolsa de Chicago nesta tarde de segunda-feira (02) e, perto de 14h10 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam de 6,25 a 8,75 pontos nos principais contratos. Assim, o julho tinha US$ 10,35 e o setembro, US$ 10,09 por bushel.
Se mais cedo o óleo subia e o farelo recuava mais de 1%, o cenário se inverteu, o óleo não só passou para o campo negativo, como intensificou as baixas e perdia mais de 1%, ainda refletindo as preocupações com as políticas de biocombustíveis nos EUA e, apesar da disparada do petróleo neste início de semana.
E assim, o óleo passou a pressionar ainda mais os preços do grão.
Além dos derivados, a semana também começa, mais uma vez, com os mercados atentos ao clima no Meio-Oeste americano e ao cenários financeiro e geopolítico, em especial à escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia e às relações entre China e Estados Unidos.
"O presidente Trump continua acusando a China de ter descumprido o acordo de Genebra e por isso ameaça impor tarifas sobre vários tipos de minerais importados e isso, evidentemente, é baixista para as commodities, se for confirmado", afirma o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. A China, por sua vez, "rejeita fortemente" a acusação do presidente americano.
Com isso, fic ainda mais distante a possibilidade de que a China volte a fazer suas compras de soja nos Estados Unidos. Por outro lado, segue mantida a demanda por soja concentrada no Brasil, com prêmios jás sinalizando valores melhores nesta segunda-feira no mercado nacional.
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