Preços do açúcar seguem pressionados e ampliam baixas da última sessão
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Os preços do açúcar encerraram a terça-feira (22) em baixa nas bolsas internacionais, ampliando as perdas da sessão anterior, embora com recuos mais moderados, abaixo de 1%. A pressão sobre as cotações segue relacionada à perspectiva de aumento da oferta global.
Na Bolsa de Nova Iorque, o vencimento outubro/25 caiu 0,09 cent (‑0,55%), encerrando o dia a 16,28 cents/lbp. O março/26 recuou 0,13 cent (‑0,77%), para 16,90 cents/lbp. O contrato maio/26 perdeu 0,12 cent (‑0,72%), sendo negociado a 16,60 cents/lbp, enquanto o julho/26 cedeu 0,14 cent (‑0,85%), fechando a 16,50 cents/lbp.
Em Londres, o outubro/25 ficou cotado a US$ 472,20/tonelada, com recuo de US$ 2,00 (‑0,41%). O dezembro/25 caiu US$ 1,40 (‑0,30%), para US$ 462,40/tonelada. O março/26 encerrou o dia a US$ 464,10/tonelada (‑0,45%), enquanto o maio/26 recuou US$ 2,20 (‑0,47%), fechando a US$ 466,20/tonelada.
De acordo com a Hedgepoint Global Markets, a continuidade da colheita no Brasil e as boas perspectivas para a produção global seguem pressionando os preços do açúcar no mercado internacional. A consultoria destacou que o cenário mantém o viés de baixa para os contratos futuros, mesmo após as fortes perdas da segunda-feira.
Segundo o portal Barchart, os contratos de Nova York atingiram a mínima em uma semana e meia, enquanto os de Londres caíram ao menor nível em uma semana. A principal influência segue vindo do Brasil: o clima seco tem favorecido o avanço da moagem de cana-de-açúcar e impulsionado a produção de açúcar, em detrimento do etanol.
A consultoria Datagro apontou que as usinas brasileiras aumentaram o direcionamento da cana para o açúcar, aproveitando a maior lucratividade do produto. Já a Covrig estima que as usinas devem moer 54% da cana disponível na primeira quinzena de julho, o que pode adicionar até 3,2 milhões de toneladas de açúcar ao mercado.
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