Soja tem 3ª feira de estabilidade à espera do novo USDA e equilibrada entre alta do farelo e baixa do do óleo
Soja tem 3ª feira de estabilidade à espera do novo USDA e equilibrada entre alta do farelo e baixa do do óleo
A soja fechou a terça-feira com leves baixas em Chicago, registrando nova sessão de estabilidade. O grão ficou equilibrado entre as baixas no óleo de soja, que caia mais de 1,5% entre as posições mais negociadas, e as altas do farelo de soja, que registra dois pregões consecutivos em alta. Assim, as cotações terminaram o dia com pequenas baixas de pouco mais 2 pontos, levando o novembro a US$ 10,31 e o março a US$ 10,66 por bushel.
Um novo dia de altas se observou para o farelo com o mercado preocupado com a cena política na Argentina. Depois da derrota nas eleições provinciais, Javier Milei afirmou que seguirá com suas reformas, mas já mira agora nas eleições de meio de mandato, em 26 de outubro. A manchete do La Nacion, um dos mais importantes jornais argentinos, é direta e taxativa: "Mercado totalmente paralisado". A notícias refere-se aos mercados de grãos, que começaram a semana com o resultado das eleições provinciais realizadas no último final de semana, em Buenos Aires, que impuseram uma dura derrota a Javier Milei.
Ademais, as cotações seguem respondendo a fundamentos já conhecidos, à ausência da China nas compras dos EUA e a safra do Brasil se iniciandocom boas perspectivas, porém, com preocupações iniciais com o clima. As chuvas deverão chegar na virada do mês e dar mais estímulo ao produtor para que dê início aos trabalhos de campo 2025/26, afirmam os especialistas.
No paralelo, traders cautelosos e mercados se ajustando antes do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega nesta sexta-feira, 12 de setembro.
O sócio e assessor da Getreide, Marcelo Gavlik, explicou a relação entre o cenário atual de oferta e demanda, considerando a ausência da China nos EUA, a cena política recente da Argentina e os estoques da soja disponível no Brasil se ajustando, e como o quadro poderia impactar nas cotações. Acompanhe a análise completa no vídeo acima.
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