Guillen diz ver pouca incerteza em transição para novos diretores do BC
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SÃO PAULO (Reuters) - O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, afirmou nesta segunda-feira que vê poucas incertezas na transição para novos diretores da autoridade monetária, à medida que se aproxima o prazo para o fim de seu mandato como membro do colegiado da autarquia.
Em evento promovido pelo HSBC, Guillen apontou que o Comitê de Política Monetária (Copom) toma as melhores decisões possíveis à luz dos dados disponíveis, o que não depende da composição do órgão que define o nível da taxa básica de juros.
"O mandato está bem definido e tem uma governança muito sólida. Eu vejo bem pouca incerteza nesse tema da transição", disse Guillen. "Em todas as reuniões, o Copom toma a melhor decisão à luz dos dados. Isso independe de se alguém vai sair ou se alguém vai entrar."
Os mandatos de Guillen e do diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Gomes, encerram-se em 31 de dezembro, mas ainda não há definição sobre quem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicará para sucedê-los, além de nenhuma informação sobre quando isso ocorrerá.
Na semana passada, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, elogiou o trabalho dos dois diretores durante uma coletiva de imprensa, brincando que estava atrás de alternativas para mantê-los no cargo. Ele acrescentou que a decisão sobre a indicação de diretores é apenas do presidente Lula.
A partir do próximo ano, todos os nove membros do Copom terão sido nomeados por Lula.
No evento desta segunda-feira, Guillen também reiterou que a autoridade monetária observa sinais em diversos indicadores econômicos de que a política monetária está tendo efeitos sobre a economia, com um cenário de desaceleração econômica se desenvolvendo como esperado.
"A política monetária tem tido impacto, potência e efeito. Isso a gente vê em vários indicadores", apontou.
Por outro lado, o diretor afirmou que os membros da autarquia seguem observando dinamismo em várias dimensões do mercado de trabalho, que segue resiliente.
Neste mês, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano pelo segundo encontro consecutivo, conforme busca a convergência da inflação para sua meta -- de 3% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
(Reportagem de Fernando Cardoso; Edição de Pedro Fonseca e Fabrício de Castro)
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