Mercado mundial de petróleo verá enorme excesso em 2026, diz IEA
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Por Alex Lawler
LONDRES (Reuters) - O mercado mundial de petróleo enfrentará um excedente ainda maior no próximo ano, de até 4 milhões de barris por dia, conforme os produtores da Opep+ e seus rivais aumentarem a produção e a demanda continuar lenta, previu a Agência Internacional de Energia (IEA) nesta terça-feira.
A perspectiva mais recente da IEA, que assessora os países industrializados, se compara à previsão do mês passado de um excedente de cerca de 3,3 milhões de bpd para 2026.
O volume de 4 milhões de bpd de petróleo excedente seria equivalente a quase 4% da demanda mundial e é muito maior do que as previsões de outros analistas.
A Opep+ está adicionando mais petróleo bruto ao mercado depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Rússia e outros aliados decidiram reverter alguns cortes na produção mais rapidamente do que o programado anteriormente. A oferta extra está aumentando os temores de um excesso e pesando sobre os preços do petróleo este ano.
Na visão da IEA, a oferta está aumentando muito mais rapidamente do que a demanda. Este ano, o órgão espera que a oferta aumente em 3,0 milhões de bpd, ante 2,7 milhões de bpd anteriormente. No próximo ano, a oferta aumentará em mais 2,4 milhões de bpd, segundo a agência.
A IEA também reduziu sua previsão de crescimento da demanda mundial este ano para 710.000 bpd, uma queda de 30.000 bpd em relação à previsão anterior, citando um cenário econômico mais desafiador.
"O uso de petróleo permanecerá moderado durante o restante de 2025 e em 2026, resultando em ganhos anuais previstos em cerca de 700.000 barris por dia em ambos os anos", disse a IEA em um relatório mensal.
Na segunda-feira, a Opep manteve sua previsão de que a demanda aumentará em 1,3 milhão de bpd este ano, quase o dobro da taxa esperada pela IEA, e disse que a economia mundial estava indo bem.
Os preços do petróleo registram queda nesta terça-feira, com o petróleo Brent sendo negociado um pouco abaixo de US$62 por barril. O valor ainda está acima de uma mínima de 2025, próxima a US$58, observada em abril.
(Reportagem de Alex Lawler)
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