Dólar volta a subir com reação negativa à candidatura de Flávio Bolsonaro
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 9 Dez (Reuters) - O dólar voltou a subir no Brasil nesta terça-feira após o senador Flávio Bolsonaro reiterar que sua candidatura à Presidência é “irreversível”, mas a divisa desacelerou os ganhos durante a tarde em meio às discussões em Brasília para votação de projeto que trata das penas dos condenados por tentativa de golpe.
A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,35%, aos R$5,4411. No ano, porém, a divisa acumula perdas de 11,94%.
Às 17h08, o contrato de dólar futuro para janeiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,05% na B3, aos R$5,4610.
No início do dia, Flávio repetiu que sua candidatura à Presidência é “irreversível” e agradeceu o apoio manifestado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) na véspera. O senador falou à imprensa após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Na noite de segunda-feira, Flávio já havia dito em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que sua candidatura era irreversível.
Às 10h35, logo após os comentários de Flávio, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de 5,4965 (+1,37%), em meio à avaliação de que o senador é menos competitivo que Tarcísio -- o favorito do mercado -- na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Depois disso, porém, o dólar desacelerou, em movimento intensificado no início da tarde, após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmar que o projeto de dosimetria das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro será votado na Casa. Em tese, o projeto poderia reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Uma das interpretações no mercado é a de que, se o projeto for aprovado, crescem as chances de Flávio desistir da candidatura, colocando novamente na disputa o nome de Tarcísio.
Às 13h31, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,4215 (-0,01%), para depois voltar a ganhar força e fechar em alta, ainda distante dos R$5,50.
Os investidores operavam também com foco na última reunião do Comitê de Política Monetária do ano, que terminará na quarta em meio à expectativa praticamente unânime de manutenção da taxa de juros em 15%, com o comunicado possivelmente trazendo indicações sobre as perspectivas para a reunião de janeiro.
No exterior, o dia foi de expectativa antes da decisão sobre juros do Federal Reserve, na quarta-feira. Às 17h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,14%, a 99,211.
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