Ano da soja teve problemas com clima, dificuldade com crédito, securitização e avanços contra a Moratória da Soja
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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, fez um balanço do ano de 2025 para a soja no Brasil, marcado por boa produção na maior parte do país, mas com fortes impactos negativos dos preços baixos, do alto custo do crédito e das dificuldades climáticas em algumas regiões, especialmente no Sul.
Buffon destacou o agravamento do endividamento dos produtores, principalmente no Rio Grande do Sul, onde sucessivas quebras de safra e eventos climáticos extremos comprometeram a renda no campo. Segundo ele, as medidas adotadas até o momento pelo governo federal não foram suficientes para atender a maioria dos produtores, reforçando a necessidade de uma renegociação ampla das dívidas e da implantação de um seguro rural eficiente.
Outro ponto central da entrevista foi a moratória da soja. Buffon afirmou que o acordo tem caráter comercial e não ambiental, defendendo que o Código Florestal brasileiro é suficiente para garantir a preservação ambiental. Ele ressaltou que o Brasil mantém cerca de 76% do seu território preservado e que a continuidade da moratória gera prejuízos econômicos aos produtores e aos municípios.
Ao falar sobre a safra 2025/26, o presidente da Aprosoja alertou para os atrasos no plantio causados pelo clima seco no início do ciclo, o que pode resultar em queda de produtividade e comprometer também a segunda safra de milho. A combinação de janela encurtada, redução de investimentos e dificuldades de comercialização torna o cenário mais desafiador.
Buffon reforçou ainda que a comercialização da soja segue atrasada, pressionada por preços pouco remuneradores e pela limitação de armazenagem no país. Apesar do cenário adverso, ele destacou a resiliência do produtor rural e deixou uma mensagem de esperança, apostando em melhores condições para os próximos ciclos e no avanço de pautas estruturantes defendidas pela Aprosoja Brasil
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