Açúcar mantém movimento de alta e fecha com ganhos em NY nesta 2ª feira
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Os preços do açúcar fecharam em alta na Bolsa de Nova Iorque e apresentaram comportamento misto em Londres nesta segunda-feira (29), em um mercado ainda sustentado pelas expectativas de menor oferta brasileira no próximo ciclo. Segundo análise do Barchart, as cotações em Nova Iorque igualaram a máxima de 2,25 meses registrada na última quarta-feira, reforçando o viés positivo observado ao longo da semana passada.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos encerraram o dia em terreno positivo. O março/26 avançou 0,09 cent (+0,59%) e fechou a 15,26 cents/lbp. O maio/26 registrou ganho de 0,10 cent (+0,68%), negociado a 14,91 cents/lbp. O julho/26 subiu 0,11 cent (+0,74%) e terminou o pregão a 14,94 cents/lbp, enquanto o outubro/26 acumulou valorização de 0,09 cent (+0,60%), cotado a 15,20 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o movimento foi misto. O março/26 recuou US$ 0,60 (-0,14%) e fechou a US$ 434,60 por tonelada. O maio/26 também teve baixa de US$ 0,60 (-0,14%), encerrando a US$ 431,70 por tonelada. Em sentido oposto, o agosto/26 avançou US$ 0,20 (+0,05%), negociado a US$ 428,60 por tonelada, enquanto o outubro/26 ganhou US$ 0,40 (+0,09%) e terminou o dia a US$ 427,10 por tonelada.
O suporte dos preços segue ligado às projeções divulgadas pela consultoria Safras & Mercado na terça-feira anterior, que indicaram queda de 3,91% na produção brasileira de açúcar na safra 2026/27. Em Londres, o mercado passou por ajustes nesta segunda-feira, após a ausência de sessão na última sexta-feira.
A Safras & Mercado aponta um forte incremento na produção de etanol, tanto anidro quanto hidratado, sustentado pela expectativa de maior demanda em 2026. O cenário considera a elevação da mistura obrigatória para E30 e a manutenção de uma arbitragem amplamente favorável ao etanol hidratado em relação ao açúcar bruto negociado em Nova Iorque.
Com isso, o açúcar tende a perder espaço no mix das usinas brasileiras em 2026, em contraste com a safra 2025/26, que teve um direcionamento mais açucareiro. Segundo a consultoria, esse movimento deve ser reforçado por preços internacionais mais baixos do adoçante, influenciados pela ampliação da oferta em países como China, Índia e Tailândia, além da manutenção de um superávit global estimado em 11 milhões de toneladas para 2025/26, conforme dados do USDA divulgados em dezembro de 2025.
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