Pesando dólar x Chicago, futuros do milho na B3 se moveram pouco nesta segunda-feira
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A segunda-feira (29) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com a análise da Agrinvest, a forte valorização do dólar frente a uma cesta de moedas emergentes, associada ao cenário de aversão ao risco, acabou pressionando os grãos em Chicago, com quedas para milho, soja e trigo.
“O dólar avançou frente ao real nesta segunda-feira. A China está fazendo exercícios militares perto do estrito de Taiwan e Trump autorizou novas vendas de armamento”, relatam os analistas da consultoria.
“A China segue comprando nos Estados Unidos, mas reduziu o ritmo nos últimos dias, além de ter tornado as vistorias mais rígidas e demoradas para soja importado nos portos, o que soa negativo para os preços e para a demanda”, acrescenta a Agrinvest.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,42 com desvalorização de 7,50 pontos, o maio/26 foi negociado por US$ 4,50 com perda de 7,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,57 com baixa de 7 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,51 com queda de 6,50 pontos.
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) tiveram uma segunda-feira de movimentações próximas da estabilidade e flutuando em campo misto ao longo do pregão.
Os analistas da Agrinvest destacam que o milho da B3 atuou praticamente estável com a alta do dólar dando suporte por um lado, mas as desvalorizações da CBOT pressionando pelo outro.
“Os negócios estão reduzidos nesta última semana do ano, com o varejo fora do mercado e só deve retornar no início do próximo ano. O produtor também permanece em compasso de espera, sem grandes decisões no curto prazo”, explica a consultoria.
“No campo, o clima está favorável, mas ainda são necessárias novas chuvas para sustentar a boa qualidade das lavouras”, acrescentam os analistas.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 70,24 com alta de 0,21%, o março/26 valeu R$ 74,42 com queda de 0,28%, o maio/26 foi negociado por R$ 73,82 com baixa de 0,03% e o julho/26 teve valor de R$ 70,91 com elevação de 0,33%.
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